COP17 termina com avanços limitados e adiamento de metas
Conferência na Mongólia encerra com poucos resultados práticos devido a impasses geopolíticos, apesar do lançamento de fundos para resiliência.
Pontos principais
- Criação de um regime global contra secas foi adiada para a COP18 em 2028.
- Estados Unidos bloquearam pautas sobre gênero e participação da sociedade civil.
- Lançamento do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF) com meta de US$ 400 milhões.
- Brasil comprometeu-se com a Neutralidade da Degradação da Terra até 2030.
- Seca passará a ser um item permanente e independente nas agendas das próximas conferências.
A 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), realizada na Mongólia, encerrou-se com resultados aquém do esperado. O evento foi marcado por intensas disputas geopolíticas, que resultaram no adiamento de decisões cruciais, como a criação de um regime global contra secas, agora postergado para 2028. A delegação dos Estados Unidos foi responsável por bloquear tópicos sensíveis, incluindo questões de gênero e o papel da sociedade civil nas negociações. Apesar dos impasses, houve avanços financeiros, com a criação do Mecanismo de Investimento para Resiliência à Seca (DRIF) e a mobilização de US$ 1,3 bilhão de fontes públicas e privadas para restauração de terras. O Brasil destacou-se ao apresentar um compromisso voluntário para atingir a Neutralidade da Degradação da Terra (LDN) em 3,67 milhões de quilômetros quadrados até 2030, reforçando a importância do tema nas agendas climáticas futuras.
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