Países firmam acordos na COP17 para retomar metas de biodiversidade
Quase 200 nações aprovaram compromissos na COP17, na Armênia, para tentar recuperar as metas globais de preservação da natureza até 2030.
Pontos principais
- Cerca de 200 países aprovaram textos cruciais para a conservação da biodiversidade após debates intensos.
- O foco central foi a tentativa de reverter a degradação ambiental e cumprir os objetivos estabelecidos para 2030.
- Negociações sobre subsídios prejudiciais e financiamento geraram tensões entre economias desenvolvidas e emergentes.
- O Equador foi escolhido para sediar a próxima cúpula de biodiversidade em 2028.
- Críticos, incluindo representantes da França, apontaram que os resultados ficaram aquém da gravidade da crise ambiental.
Cerca de 200 nações encerraram a cúpula de biodiversidade COP17, realizada na Armênia, com a aprovação de acordos voltados a retomar as metas de preservação da natureza para 2030. O evento, que exigiu tempo extra de negociação devido a debates acalorados, buscou reverter a degradação global, embora o progresso alcançado tenha sido recebido com frustração por parte de delegados e especialistas, que consideraram as medidas insuficientes diante da crise atual.
Os principais pontos de atrito envolveram a reforma de subsídios prejudiciais ao meio ambiente e o financiamento da conservação, com divergências sobre a contribuição de economias emergentes. Além disso, o Fundo Cali, mecanismo da ONU para atrair recursos corporativos, segue sem aportes significativos. Ao final da cúpula, o Equador foi selecionado para sediar a próxima edição do encontro, prevista para 2028, após vencer uma votação secreta contra o Panamá.
