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China expulsa recorde de 33 membros do Partido Comunista

O plenário do Comitê Central do Partido Comunista da China, em Pequim, confirmou a expulsão de 33 dirigentes, 16 deles militares, número recorde para uma reunião desse tipo.

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Foto: G1 Mundo
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30/10 às 00:30, atualizado 05:45

Pontos principais

  • 17 dos expulsos foram investigados pela Comissão Central de Disciplina, entre eles Ma Xingrui, ex-chefe do partido em Xinjiang.
  • 16 foram investigados pela Comissão Militar Central, entre eles os ex-generais Zhang Youxia e Liu Zhenli.
  • Todos foram enquadrados em 'graves violações disciplinares e legais', sem detalhar as acusações.
  • Li Yunze, também investigado pela Comissão Central de Disciplina, perdeu apenas o cargo partidário, sem expulsão.
  • Compareceram 162 membros efetivos e 117 suplentes do Comitê Central.
  • Dez suplentes passaram a membros efetivos do Comitê Central.
  • A Comissão Central de Disciplina informou que 680 mil pessoas foram punidas disciplinarmente nos primeiros nove meses de 2026.
  • O 21º Congresso Nacional do partido foi marcado para o segundo semestre de 2027, em Pequim.

O plenário foi realizado em Pequim de 26 a 29 de outubro e confirmou expulsões que o Politburo já havia decidido antes. Com 279 presentes, foi a primeira vez na era Xi Jinping que a reunião ficou abaixo de 300 integrantes.

Ma e Zhang Youxia eram membros do Politburo, e o plenário incluiu Zhang Shengmin no órgão. Para Chong Ja Ian, pesquisador do Carnegie China, a campanha virou 'um esforço para consolidar e manter a autoridade' de Xi, e deve continuar conforme a segurança de Xi no poder, não conforme problemas reais de corrupção.

O plenário reconhece que a liderança partidária 'foi, em alguns momentos, enfraquecida ou esvaziada'. Xi Jinping classificou a corrupção como a 'maior ameaça' ao partido.

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