China expulsa recorde de 33 membros do Partido Comunista
O plenário do Comitê Central do Partido Comunista da China, em Pequim, confirmou a expulsão de 33 dirigentes, 16 deles militares, número recorde para uma reunião desse tipo.
Pontos principais
- 17 dos expulsos foram investigados pela Comissão Central de Disciplina, entre eles Ma Xingrui, ex-chefe do partido em Xinjiang.
- 16 foram investigados pela Comissão Militar Central, entre eles os ex-generais Zhang Youxia e Liu Zhenli.
- Todos foram enquadrados em 'graves violações disciplinares e legais', sem detalhar as acusações.
- Li Yunze, também investigado pela Comissão Central de Disciplina, perdeu apenas o cargo partidário, sem expulsão.
- Compareceram 162 membros efetivos e 117 suplentes do Comitê Central.
- Dez suplentes passaram a membros efetivos do Comitê Central.
- A Comissão Central de Disciplina informou que 680 mil pessoas foram punidas disciplinarmente nos primeiros nove meses de 2026.
- O 21º Congresso Nacional do partido foi marcado para o segundo semestre de 2027, em Pequim.
O plenário foi realizado em Pequim de 26 a 29 de outubro e confirmou expulsões que o Politburo já havia decidido antes. Com 279 presentes, foi a primeira vez na era Xi Jinping que a reunião ficou abaixo de 300 integrantes.
Ma e Zhang Youxia eram membros do Politburo, e o plenário incluiu Zhang Shengmin no órgão. Para Chong Ja Ian, pesquisador do Carnegie China, a campanha virou 'um esforço para consolidar e manter a autoridade' de Xi, e deve continuar conforme a segurança de Xi no poder, não conforme problemas reais de corrupção.
O plenário reconhece que a liderança partidária 'foi, em alguns momentos, enfraquecida ou esvaziada'. Xi Jinping classificou a corrupção como a 'maior ameaça' ao partido.
