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IFI estima R$ 40 bilhões de desequilíbrio não orçado em promessas do 2º turno

A IFI estima em R$ 40 bilhões o desequilíbrio fiscal não orçado que os compromissos assumidos pelas duas candidaturas no segundo turno acrescentam às contas públicas do Brasil.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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29/10 às 15:15, atualizado 17:02

Pontos principais

  • A conta da IFI soma o reajuste do Bolsa Família, a perda de arrecadação com as bets e o pacote para os MEIs, sem previsão no orçamento.
  • A IFI projeta déficit primário de 0,5% do PIB em 2026; em 2027, o potencial chega a 1,0%, considerando as divergências da instituição em relação ao PLOA 2027.
  • Ficam fora dessa conta o Pé-de-Meia Universitário e a isenção de tarifa do transporte coletivo nos fins de semana.
  • Para estabilizar a dívida pública, a IFI calcula superávit primário de 2,1% do PIB; com custo real de longo prazo de 6,1% ao ano, em vez de 5,0%, o necessário sobe para 2,9%.
  • A IFI avalia que o quadro exige um ajuste fiscal de cerca de 3 pontos percentuais do PIB.

Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), as propostas das duas candidaturas no segundo turno apontam para mais gasto público, e outras, como o fim das bets, o retorno do Perse e o aumento do teto dos MEIs, reduzem receitas. No primeiro turno, a instituição descreve um “silêncio profundo” sobre a questão fiscal.

A IFI não espera mudanças bruscas na condução da política econômica após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e considera que deve prevalecer a estratégia gradualista de ajuste, com pequenas correções. A instituição afirma que um verdadeiro ajuste fiscal é inevitável e que o anúncio, o quanto antes, de um plano crível para os próximos quatro anos e de quem comandará o Ministério da Fazenda poderá acalmar os agentes econômicos, após a forte volatilidade nos mercados de capitais, de câmbio e de juros futuros nos primeiros dias depois do resultado.

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