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Chanceler italiano defende legalidade da cidadania de filhos de Bolsonaro

Em entrevista ao Corriere della Sera, Antonio Tajani afirmou que os passaportes italianos dos Bolsonaro que deixaram o Brasil foram dados pelo ius sanguinis a quem tinha direito, enquanto o deputado Angelo Bonelli pede explicações ao governo.

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Foto: Times Brasil
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29/10 às 14:15, atualizado 20:31

Pontos principais

  • Flávio e Eduardo obtiveram a cidadania em 2023, e Carlos em 2024.
  • Bonelli pede as datas de inscrição, convocação e entrega de documentos, e a posição dos irmãos na fila de espera.
  • Bonelli diz que, em muitos consulados brasileiros, a espera chega a dez anos ou mais.
  • Flávio Bolsonaro usou passaporte italiano para viagens internacionais depois que o STF determinou a entrega de documentos de outras nacionalidades.
  • Tajani cita a mulher de Lula, hoje falecida, como outra pessoa que tinha passaporte italiano.

Em entrevista ao Corriere della Sera, publicada nesta quinta-feira (29), o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, respondeu sobre os passaportes italianos dos Bolsonaro que deixaram o Brasil. Segundo ele, pelo ius sanguinis, a regra de cidadania por descendência, a Itália deu o passaporte a quem tinha direito. Tajani disse também que foi ele quem mudou a lei, o que lhe rendeu muitas críticas, já que muitos faziam negócios com a cidadania.

O deputado Angelo Bonelli, do Europa Verde, pediu explicações formais aos ministérios das Relações Exteriores e do Interior sobre se Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro tiveram tratamento privilegiado para obter a cidadania italiana. Ele também perguntou se o governo vai abrir uma apuração.

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