Chanceler italiano defende legalidade da cidadania de filhos de Bolsonaro
Em entrevista ao Corriere della Sera, Antonio Tajani afirmou que os passaportes italianos dos Bolsonaro que deixaram o Brasil foram dados pelo ius sanguinis a quem tinha direito, enquanto o deputado Angelo Bonelli pede explicações ao governo.
Pontos principais
- Flávio e Eduardo obtiveram a cidadania em 2023, e Carlos em 2024.
- Bonelli pede as datas de inscrição, convocação e entrega de documentos, e a posição dos irmãos na fila de espera.
- Bonelli diz que, em muitos consulados brasileiros, a espera chega a dez anos ou mais.
- Flávio Bolsonaro usou passaporte italiano para viagens internacionais depois que o STF determinou a entrega de documentos de outras nacionalidades.
- Tajani cita a mulher de Lula, hoje falecida, como outra pessoa que tinha passaporte italiano.
Em entrevista ao Corriere della Sera, publicada nesta quinta-feira (29), o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, respondeu sobre os passaportes italianos dos Bolsonaro que deixaram o Brasil. Segundo ele, pelo ius sanguinis, a regra de cidadania por descendência, a Itália deu o passaporte a quem tinha direito. Tajani disse também que foi ele quem mudou a lei, o que lhe rendeu muitas críticas, já que muitos faziam negócios com a cidadania.
O deputado Angelo Bonelli, do Europa Verde, pediu explicações formais aos ministérios das Relações Exteriores e do Interior sobre se Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro tiveram tratamento privilegiado para obter a cidadania italiana. Ele também perguntou se o governo vai abrir uma apuração.
