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Aliados de Flávio Bolsonaro evitam endossar carta de autoproclamação

Apenas um dos 15 aliados que acompanharam o discurso de Flávio Bolsonaro após a derrota no segundo turno reproduziu a carta, publicada dos Estados Unidos, em que ele se diz “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.

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Foto: G1 Política
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29/10 às 14:45, atualizado 30/10 às 00:31

Pontos principais

  • O senador eleito José Medeiros (PL-MT) foi o único aliado a publicar a versão original da carta, que segue no ar em suas redes.
  • Na carta, publicada dos Estados Unidos em 28 de outubro, Flávio se diz “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e afirma ter visto “uma fraude eleitoral” se concretizar.
  • Flávio atribui a Lula mais de 10 milhões de votos a mais entre o primeiro e o segundo turno, o que chama de “impossibilidade matemática”, e pede a cassação da chapa Lula-Alckmin.
  • Flávio afirma que saiu do Brasil para liderar a oposição de fora (“não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”) e que não há mandado de prisão contra ele.
  • Flávio alterou o texto depois da repercussão e trocou o termo “presidente eleito” por “líder do Brasil”.
  • O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que o partido não aprovou o conteúdo da carta.
  • O senador Rogério Marinho atribuiu o episódio a um “erro de confecção” do texto.

Apenas um dos 15 aliados que acompanharam, no Brasil, o discurso de Flávio Bolsonaro após a derrota no segundo turno reproduziu a carta. O senador eleito José Medeiros (PL-MT) manteve no ar a versão original, enquanto a maioria dos presentes evitou comentar o teor do texto. Diante da repercussão, Flávio alterou a publicação e passou a se chamar de líder do Brasil.

Na carta, publicada dos Estados Unidos em 28 de outubro, Flávio atribui a fraude à atuação do ex-advogado de Lula e a uma decisão do STF que estendeu a votação, e acusa um juiz de perseguição política. Ele diz que deixou o país para liderar a oposição de fora e agradece ao presidente Donald Trump por acolhê-lo e ao presidente argentino Javier Milei pela coragem.

O episódio gerou desconforto no PL, e a postura de Flávio tem movimentado o cenário da direita, abrindo espaço para debates sobre novas lideranças e o protagonismo do grupo nas eleições de 2030.

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