Itaú BBA rebaixa ações do Bradesco para neutra e reduz preço-alvo
O Itaú BBA rebaixou o Bradesco, banco brasileiro, de compra para neutra depois do 3T26, ao projetar lucro 12% menor em 2027 com provisões 16% maiores.
Pontos principais
- Recomendação das ações preferenciais (BBDC4) passou de compra para neutra (market perform).
- Preço-alvo para o fim de 2027 caiu de R$ 22 para R$ 20.
- Lucro líquido de 2027 estimado em R$ 28,5 bilhões, 12% abaixo da projeção anterior e apenas 1% acima de 2026; ROE projetado de 14,4%.
- Despesas com provisões de 2027 estimadas em R$ 47,1 bilhões, alta de 16%.
- Inadimplência acima de 90 dias de 4,6% no 3T26, com alta de 0,3 ponto percentual no trimestre; o banco projeta 4,9% para 2027, ante 4,2% antes.
- Custo de risco de 2027 estimado em 3,87%, ante 3,33% na estimativa anterior.
- Carteira de crédito e margem financeira com clientes devem crescer 6% em 2027, ante 12% estimados para 2026.
- Ações negociadas a cerca de 0,9 vez o valor patrimonial e 6,2 vezes o lucro estimado para 2027.
O Itaú BBA rebaixou as ações preferenciais do Bradesco (BBDC4), banco brasileiro, de compra para neutra após o balanço do terceiro trimestre de 2026. Para o banco, atividade econômica mais fraca, juros mais altos e provisões maiores devem limitar os avanços de rentabilidade. Seguros, tesouraria e ganhos de eficiência seguem dando suporte, mas podem não bastar para compensar a perda de receitas ligadas ao crédito.
A demanda por crédito e a capacidade de pagamento de famílias e empresas devem ficar restritas em 2027, e a qualidade dos ativos segue como principal ponto de atenção, com o custo de crédito pressionado por mais tempo. Os analistas dizem que “o valuation é pouco exigente, mas a falta de gatilhos para uma melhora mais acelerada dos resultados nos leva a ficar de fora por ora”. O banco mantém visão construtiva para o longo prazo, com destaque para a transformação, os ganhos de eficiência e os seguros.
