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Chuvas do El Niño atrasam colheita de cana e elevam preços do açúcar

As chuvas atrasam a moagem de cana no Centro-Sul, a Sucden corta a estimativa de produção de açúcar do Brasil para 37 milhões de toneladas e o cristal do mercado paulista acumula 14 altas semanais seguidas.

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Foto: InvestNews
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28/10 às 13:45

Pontos principais

  • A Sucden reduziu a estimativa de produção de açúcar no Brasil de 40 milhões para 37 milhões de toneladas.
  • Segundo o Cepea, as chuvas afetam o ritmo de moagem no Centro-Sul e a qualidade da matéria-prima.
  • O cristal do mercado paulista acumula a 14ª alta semanal consecutiva, a sequência mais longa desde 2020.
  • A valorização perdeu força na última semana, com ritmo menor que o das semanas anteriores, segundo o Cepea.
  • A maior destinação da cana ao etanol ao longo da safra limita a fabricação de açúcar, segundo o Cepea.
  • Contratos futuros de açúcar subiram 1,5% na bolsa de Nova York devido aos impactos climáticos.
  • O atraso na moagem compromete o cronograma de manutenção para a próxima safra em março.
  • O fenômeno El Niño causa gargalos operacionais no maior fornecedor mundial de açúcar.

As chuvas provocadas pelo fenômeno El Niño nos últimos dois meses têm atrasado a colheita de cana-de-açúcar no Brasil. Com grande parte da matéria-prima retida no campo, a consultoria Sucden revisou para baixo sua projeção de produção nacional, de 40 milhões para 37 milhões de toneladas. O Cepea, centro de estudos da Esalq/USP, aponta que as chuvas afetam o ritmo de moagem no Centro-Sul e a qualidade da matéria-prima.

No mercado paulista, o açúcar cristal acumula a 14ª alta semanal consecutiva, a sequência mais longa desde 2020, mas a valorização perdeu força na última semana. O Cepea também registra que a maior destinação da cana ao etanol ao longo da safra tem limitado a fabricação de açúcar. Na bolsa de Nova York, os contratos futuros subiram 1,5%, num cenário de incerteza sobre a oferta global agravada por problemas climáticos na Índia, e o atraso na moagem ameaça o cronograma de manutenção das usinas para o início da próxima safra, previsto para março.

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