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Chuvas intensas atrasam colheita de cana-de-açúcar no centro-sul

O excesso de chuvas no centro-sul do Brasil prejudica a qualidade da cana e adia o fim da colheita, pressionando os preços do açúcar no mercado global.

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Foto: Canal Rural
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08/10 às 15:45

Pontos principais

  • Volume de chuvas entre abril e setembro de 2026 superou a média histórica em 90%.
  • Cerca de 32 milhões de toneladas de cana devem ser processadas apenas no ciclo de 2027.
  • A colheita, que deveria encerrar em outubro, pode se estender até dezembro.
  • O preço do açúcar bruto em Nova York subiu de 15 para 20 centavos por libra desde julho.

As chuvas intensas registradas no centro-sul do Brasil entre abril e setembro de 2026, com volumes 90% acima da média, causaram um atraso significativo na colheita de cana-de-açúcar. O excesso de umidade não apenas postergou o encerramento das atividades, que normalmente ocorre em outubro, mas também comprometeu a qualidade da matéria-prima, medida pelo índice de Açúcar Total Recuperável (ATR). Como reflexo, a consultoria Stonex estima que 32 milhões de toneladas de cana ficarão pendentes para processamento apenas no ciclo de 2027.

O impacto climático gerou uma reação imediata no mercado internacional, elevando o preço do açúcar bruto em Nova York de 15 para 20 centavos por libra desde julho. Diante do cenário, as usinas monitoram as condições meteorológicas e avaliam a possibilidade de antecipar o início da safra 2027/2028 para março, visando mitigar os prejuízos acumulados e normalizar o fluxo de produção.

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