Chuvas excessivas no Brasil prejudicam colheita de cana e exportações
O excesso de umidade no centro-sul do país reduz a moagem de cana-de-açúcar e causa interrupções frequentes nos portos de Santos e Paranaguá.
Pontos principais
- A média de moagem de cana por usina caiu de 105 mil para 76 mil toneladas desde agosto.
- Cerca de 35 milhões de toneladas de cana devem ser processadas apenas no próximo ano.
- O inverno na região de Piracicaba foi o mais chuvoso dos últimos 110 anos.
- Portos de Santos e Paranaguá somaram mais de 60 dias de interrupções operacionais no trimestre.
- Preços do açúcar subiram 5% em Nova York devido a problemas climáticos globais.
O setor sucroenergético brasileiro enfrenta um cenário crítico devido às chuvas intensas no centro-sul, que atingiram níveis recordes nos últimos meses. A umidade excessiva tem impedido o avanço da colheita, forçando uma redução significativa na moagem das usinas e deixando milhões de toneladas de cana nos campos para a próxima safra. Além dos desafios no campo, a logística de exportação foi severamente impactada, com os portos de Santos e Paranaguá registrando dezenas de dias de paralisação no último trimestre.
O impacto climático não se restringe ao Brasil, refletindo-se também em problemas de produção na Europa e na Ásia. Como consequência direta da menor oferta global, os preços do açúcar registraram alta de 5% na bolsa de Nova York. A expectativa do mercado é de que a instabilidade climática continue a pressionar as cadeias de suprimento, mantendo a volatilidade nos preços da commodity enquanto as usinas tentam normalizar suas operações.
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