Alibaba obtém liminar contra restrição do Pentágono ligada a lobistas
A juíza federal Eumi K. Lee, em San Jose (EUA), suspendeu até nova ordem a aplicação à Alibaba da restrição do Pentágono ligada a lobistas, mas a empresa segue na lista de empresas militares chinesas.
Pontos principais
- A juíza federal Eumi K. Lee, do Distrito Norte da Califórnia, concedeu a liminar em 26 de outubro de 2026.
- A Alibaba foi incluída na lista do Pentágono em 13 de fevereiro de 2026 e mantida na atualização de 8 de junho, por alegada afiliação indireta à SASAC, que supervisiona estatais chinesas, e ligação com o MIIT, ministério chinês da indústria.
- A liminar impede o Pentágono de tratar a Alibaba como empresa militar chinesa para os fins da Seção 4663 do Título 10 do Código dos EUA, e de recusar contratos a empresas que tenham contrato com lobistas da Alibaba.
- A juíza aplicou escrutínio estrito, porque a norma restringe discurso político com base na identidade de quem fala.
- O único material que o governo apresentou foi o texto explicativo conjunto do Congresso sobre a lei, que manda o Controlador-Geral dos EUA enviar ao Congresso um relatório sobre firmas de consultoria, e não sobre lobistas.
- A juíza registra que o governo não soube confirmar se esse relatório, previsto para 23 de dezembro de 2025, foi entregue ao Congresso, e não o apresentou à corte.
- A juíza citou a exigência de Nebraska de que lobistas de empresas listadas declarem representar um adversário estrangeiro, e disse que o governo não explicou por que ela não bastaria.
- A juíza registra que, em 30 de junho, quando a norma entrou em vigor, a Alibaba já não tinha lobistas registrados.
- A decisão não retira a Alibaba da lista: a juíza considerou prematuro anular a designação antes de analisar o processo administrativo.
- A alegação de que a norma é inválida em todas as suas aplicações foi rejeitada nesta fase, por falta de informações sobre o alcance da lei.
- A ordem vale até nova determinação, com fiança de US$ 100 a ser comprovada até 30 de outubro de 2026.
A norma, de dezembro de 2024, proíbe o Pentágono de contratar empresas que tenham contrato com lobistas de empresas militares chinesas listadas. A Alibaba diz que seus lobistas retiraram os registros por medo de perder outros clientes.
Segundo a juíza, a empresa perdeu chances de levar argumentos sobre modelos de IA, importação de produtos de consumo e autorizações da FCC. A juíza mandou acelerar o julgamento sumário.
Fonte primária
Cobertura da mídia
Alibaba obtém liminar contra restrições de contratos do Pentágono
Channelnewsasia • 27 out, 09:00
Alibaba vence contestação à inclusão em lista do Pentágono de empresas do Exército chinês
Bloomberg • 27 out, 09:00
Alibaba obtém liminar contra restrições de contratos do Pentágono ligadas à lista negra da China
Investing • 27 out, 09:00
