EUA elaboram proibição a transceptores ópticos chineses em data centers
A FCC redige a medida para publicação ainda este ano; a chinesa Innolight tem 27% do mercado global e seria a principal atingida.
Pontos principais
- A Reuters reportou em 4 de agosto que o governo Trump elabora proibição às importações de novos modelos de componentes chineses para data centers, segundo quatro pessoas a par do assunto.
- A FCC está redigindo a medida para barrar a importação de novos transceptores ópticos chineses, módulos que transmitem dados por fibra óptica dentro dos data centers.
- Autoridades esperam publicar a medida ainda este ano, quando ela entraria em vigor; a FCC ainda pode modificá-la ou engavetá-la.
- A chinesa Zhongji Innolight seria a principal atingida, com 27% do mercado global de transceptores para data centers, segundo a Counterpoint Research.
- A Innolight foi incluída em junho na lista do Pentágono de empresas chinesas supostamente apoiadas pelas forças armadas.
- A proibição poderia elevar custos de empresas de nuvem como a Amazon Web Services, ao forçar a migração para fornecedores americanos.
- A medida ampliaria a Covered List da FCC, após proibições de drones em dezembro, roteadores em março e, na semana passada, inversores e robôs.
O objetivo declarado é impedir que empresas chinesas roubem dados, instalem malware ou interrompam serviços em data centers americanos. O problema prático é de escala: as americanas Coherent e Lumentum vendem tecnologia competitiva, mas não têm capacidade para substituir os fornecedores chineses, segundo relatório da Foundation for American Innovation.
A embaixada da China em Washington criticou as medidas propostas e pediu que os EUA parem de mirar empresas chinesas.
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