Aliados de Lula veem Janja com influência preservada no quarto mandato
No Brasil, aliados de Lula dizem que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, deve manter a influência sobre o governo e as decisões do presidente no quarto mandato.
Pontos principais
- Congressistas, ministros e auxiliares de Lula descrevem Janja como a janela do petista para o mundo.
- Lula credita à primeira-dama as informações que o levaram a se engajar no combate à violência contra a mulher.
- Auxiliares do presidente afirmam que a insistência de Janja manteve Ana Moser no Ministério do Esporte em 2023, quando já era certa a troca para acomodar André Fufuca (PP-MA).
- No fim de 2022, o veto à indicação de Pedro Paulo (PSD-RJ) para o Ministério do Turismo é creditado a ela.
- São atribuídas a ela as indicações de Anielle Franco (Igualdade Racial), Margareth Menezes (Cultura) e Márcio Tavares (secretaria-executiva da Cultura).
- Decreto do governo federal, de outubro de 2025, colocou o Gabinete Pessoal da Presidência oficialmente à disposição da primeira-dama.
- Após comentário de Janja sobre os efeitos nocivos do TikTok no jantar com Xi Jinping, em maio de 2025, Lula criticou o vazamento da conversa.
- Dois dias após a votação, Kátia Abreu, recém-filiada ao PT, foi aplaudida em reunião ao defender 'menos Janja e mais Alckmin'.
Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para o quarto mandato presidencial, confirmada no Brasil em 25 de outubro de 2026, aliados do presidente dizem que Rosângela da Silva, a Janja, deve manter a influência que exerce sobre o governo e sobre as decisões de Lula. Petistas avaliam que ela dificilmente aceitaria a discrição e que seguirá levando ao presidente temas de seu interesse.
Um petista histórico afirma não haver nenhuma sinalização de Lula para reduzir o papel dela em um novo governo. Aliados de esferas distintas, porém, reclamam da atuação da primeira-dama nos bastidores, e a atuação dela no governo alterna protagonismo e retração, que costuma vir depois de críticas públicas. Funcionários do Palácio do Planalto esperam manter as indicações feitas por ela em postos estratégicos ou abrir espaço para novos nomes.
