Janja Lula da Silva, socióloga e atual primeira-dama do Brasil, é reconhecida por sua atuação em temas sociais e políticos, como a defesa da soberania e democracia, e a diplomacia cultural. Ela tem se posicionado ativamente contra a violência de gênero, revelando ter sofrido assédio e influenciando a criação do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Sua agenda diversificada, que inclui compromissos oficiais e visitas culturais, por vezes gera debates sobre o uso de recursos públicos.
Rosângela da Silva, conhecida como Janja, é a atual primeira-dama do Brasil. Ela é socióloga e é reconhecida por sua atuação e posicionamento em temas sociais e políticos. Recentemente, Janja citou a obra 'América Invertida' em um contexto de discussão sobre soberania e ataques à democracia. Ela também tem se engajado em ações de diplomacia cultural, destacando a importância da troca cultural entre países, como evidenciado em seu encontro com influenciadores brasileiros na Coreia do Sul, onde discutiu a influência global da cultura coreana e brasileira. No cenário nacional, Janja também cumpre uma agenda diversificada, que por vezes inclui tanto compromissos oficiais quanto visitas a instituições culturais, como escolas de samba, gerando debates sobre o uso de recursos públicos, como aeronaves da FAB, em agendas que combinam aspectos governamentais e pessoais ou de apoio político. Em março de 2026, Janja revelou ter sido assediada duas vezes enquanto primeira-dama, destacando a vulnerabilidade das mulheres e a necessidade de segurança, e tem sido uma voz ativa no combate ao feminicídio, influenciando o presidente Lula a intensificar ações contra a violência de gênero.
Janja Lula da Silva, socióloga de formação, tem se destacado por sua participação ativa em debates públicos. Sua menção à obra 'América Invertida' de 1943, conhecida como uma declaração de independência ao eurocentrismo nas artes, ocorreu durante um discurso que abordava a soberania nacional e os ataques à democracia. Essa citação reflete uma postura de valorização da perspectiva latino-americana e de defesa de princípios democráticos. Além disso, Janja tem demonstrado interesse em diplomacia cultural, como sua agenda em Seul, Coreia do Sul, onde se reuniu com influenciadores brasileiros para discutir a relevância da cultura como ferramenta de influência global, citando exemplos como o k-pop, k-drama e k-beauty, e a música, futebol e arte brasileiras. No Brasil, sua atuação também envolve a participação em eventos e visitas a instituições, como a visita ao barracão da escola de samba Acadêmicos de Niterói em outubro de 2026. Essa visita, que ocorreu em um voo da FAB acompanhada por ministras de Estado, gerou discussões sobre a adequação do uso de aeronaves oficiais para agendas que, além de compromissos governamentais, incluíam eventos de caráter cultural ou de apoio a iniciativas que homenageavam o presidente. O uso de aviões da FAB por autoridades é regulamentado por decreto, permitindo o embarque de acompanhantes quando há ministros de Estado no voo, mas a natureza mista de algumas agendas tem sido objeto de escrutínio por parte da oposição e da mídia. Em 3 de março de 2026, durante sua participação no programa Sem Censura, Janja revelou ter sido assediada duas vezes enquanto primeira-dama, afirmando que "Está insuportável para nós mulheres. Eu, como primeira-dama, não tenho segurança em nenhum lugar que eu estou. Eu já fui assediada neste período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares que acho que me são seguros e, mesmo assim, fui assediada". Ela utilizou sua experiência para ilustrar a vulnerabilidade feminina, comparando sua situação com a de mulheres comuns e ressaltando que "Se eu, enquanto primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras, cuidados, sou assediada, imagina uma mulher no ponto de ônibus 10 horas da noite. A gente não tem segurança em nenhum lugar." A declaração ocorreu em meio a um debate sobre o aumento do feminicídio no Brasil, que registrou um recorde de 1.470 casos em 2025. A primeira-dama tem sido uma voz ativa na cobrança por ações mais duras contra a violência de gênero, influenciando o presidente Lula a coordenar a criação de um pacto nacional. Em fevereiro de 2026, os Três Poderes da República assinaram o "Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio", uma iniciativa que busca combater a violência letal contra mulheres e meninas no país.