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Lula deve criar novo núcleo de poder e reformular equipe econômica no 4º mandato

Reeleito presidente do Brasil para um quarto mandato, Lula deve criar um novo núcleo de poder e reformular a equipe econômica, segundo aliados ouvidos pela Folha.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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25/10 às 23:45, atualizado 26/10 às 02:01

Pontos principais

  • Lula foi reeleito no 2º turno com 51,79% dos votos válidos, em virada inédita no domingo (25).
  • Segundo aliados e interlocutores ouvidos pela Folha, Bruno Moretti (Planejamento) deve estar no novo centro de poder, e Camilo Santana lidera as apostas para a Casa Civil.
  • Fernando Haddad perdeu força após ser derrotado no 1º turno por Tarcísio de Freitas em São Paulo, mas não está descartado para a Casa Civil ou outro cargo, segundo a Folha.
  • Para a Fazenda, Lula avalia um nome robusto e com reconhecimento no mercado; aliados citam Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do conselho de administração do Bradesco, como referência de perfil.
  • A reforma do Judiciário está na agenda: Lula já defendeu publicamente mandatos fixos para tribunais e um conselho para indicar seus integrantes.
  • Segundo a Folha, o desmembramento do Ministério da Justiça para criar o da Segurança Pública está no radar e depende de aprovação de emenda constitucional.
  • Na campanha do 2º turno, Lula disse que pretende usar dinheiro de emendas parlamentares para financiar o passe livre no transporte público aos fins de semana.
  • O grupo lulista da Bahia, com Rui Costa, Jaques Wagner e os ministros Sidônio Palmeira e Wellington Lima e Silva, deve perder espaço, segundo a Folha.

No quarto mandato, o presidente brasileiro terá condições adversas, segundo a Folha. O governo é pressionado a reduzir gastos e frear o aumento da dívida pública, o que dificulta novos programas, e Lula ficará em minoria no Congresso, onde o bolsonarismo saiu fortalecido e precisará do apoio do centrão.

Lula chama de 'sequestro do Orçamento' o controle que o Congresso exerce sobre as emendas e prometeu: 'Vai ter briga com emenda parlamentar'. Reverter isso é, segundo a Folha, uma das tarefas mais difíceis do novo mandato.

Fonte primária

Folha de S.Paulo (apuração exclusiva)

Lula deve ter novo núcleo de poder, reformulação na economia, disputa por emendas e reforma do Judiciário

Reportagem publicada em 25/10/2026, após a reeleição de Lula no 2º turno (51,79% dos votos válidos). Segundo aliados e interlocutores ouvidos pela Folha, sem fonte oficial nomeada, Lula deve instituir um novo núcleo de poder no quarto mandato e reformular a equipe econômica. Camilo Santana lidera as apostas para a Casa Civil; Bruno Moretti (Planejamento) deve estar no novo centro de poder. Para a Fazenda, Lula avalia um nome robusto, com reconhecimento no mercado, e Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco) é usado como referência de perfil. Fernando Haddad perdeu força após a derrota para Tarcísio em São Paulo, mas não está descartado para a Casa Civil ou outro cargo. Márcio Tavares (secretário-executivo da Cultura) é lembrado para a chefia de gabinete. A reforma do Judiciário aparece como agenda, com possível reformulação do Ministério da Justiça e discussão sobre mandatos e conselho de indicação para tribunais. Também está no radar desmembrar o Ministério da Justiça para criar o Ministério da Segurança Pública, condicionado a emenda constitucional. A reportagem lembra que Lula prometeu usar dinheiro de emendas parlamentares para financiar o passe livre no transporte aos fins de semana, o que colide com o interesse do Congresso, e que o presidente ficará em minoria no Congresso, com bolsonarismo fortalecido e necessidade de apoio do centrão.

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