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Mudança na classe trabalhadora desafia campanha de Lula no segundo turno

O crescimento do setor de serviços e da economia informal altera a base eleitoral e impõe novos desafios à reeleição de Lula contra Flávio Bolsonaro.

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Foto: BBC
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24/10 às 02:30, atualizado 09:01

Pontos principais

  • A transição de operários industriais para trabalhadores informais e de serviços impacta a base tradicional de apoio de Lula.
  • Eleitores em regiões metropolitanas relatam frustração com inflação e criminalidade, buscando alternativas políticas.
  • A campanha de Lula tenta mobilizar estudantes e eleitores urbanos para reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
  • A influência crescente de igrejas evangélicas em bairros de classe trabalhadora emerge como fator decisivo na disputa.
  • O segundo turno ocorre neste domingo, com quase 160 milhões de brasileiros aptos a votar.

A eleição presidencial brasileira entra em sua fase final com um cenário de mudança estrutural na classe trabalhadora. O declínio do operariado industrial tradicional, substituído pelo crescimento do setor de serviços e da economia informal, tem desafiado a estratégia de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em redutos historicamente favoráveis, como a região de Osasco, eleitores demonstram descontentamento com indicadores econômicos e questões de segurança, o que tem favorecido o avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro.

Enquanto o senador aposta em uma agenda conservadora e no apoio de lideranças religiosas para consolidar votos, a campanha de Lula busca reverter o quadro através da mobilização de estudantes e do uso intensivo de redes sociais. O embate, que culminou no último debate realizado pela TV Globo, reflete a tensão de um país dividido entre a continuidade das políticas sociais petistas e a busca por uma alternativa política que contemple as novas demandas do setor informal e a pauta de segurança pública.

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