Centenas de milhares protestam na França contra educação e policiamento
Manifestações em diversas cidades francesas exigem melhorias na educação e criticam a atuação policial e o alto custo de vida, com reforço policial anunciado em resposta aos saques de 17 de outubro.
Pontos principais
- Governo estima 400 mil manifestantes, enquanto sindicatos falam em 800 mil.
- Protestos focam na falta de professores, financiamento escolar e precariedade das escolas.
- Manifestantes criticam o uso de força policial e a desigualdade econômica.
- Antes do protesto, o Ministério do Interior pediu aos prefeitos que avaliassem a confiabilidade dos organizadores e os trajetos, com possibilidade de proibir marchas em áreas de risco de saques.
- O ministério vincula a medida aos ataques de 17 de outubro, quando grupos atacaram lugares de poder, saquearam comércios e agrediram forças de ordem em numerosas cidades.
- Para o dia, o dispositivo previa controles de fluxo em estações e eixos de circulação, convocação de efetivos e unidades especiais: Centauros, RAID, BRI e GIGN.
Centenas de milhares de pessoas foram às ruas de diversas cidades francesas no sábado (24) para protestar contra a gestão da educação, a desigualdade econômica e as práticas de policiamento. Em Paris, os manifestantes exigiram mais professores e reformas urgentes na infraestrutura escolar, e criticaram o alto custo de vida.
Na véspera da mobilização, o Ministério do Interior reafirmou que o uso de meios de força intermediários não tem limitação de princípio, mas deve ser proporcional e seguir o marco legal e regulamentar em vigor. A pasta também disse que as intervenções em casos de agressão a pessoas ou bens serão sistemáticas, com tratamento judicial adaptado em todo o território.
