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Mercado financeiro oscila entre otimismo e cautela com Flávio Bolsonaro

O Ibovespa subiu 7,7% em 5 de outubro, fechou a 206.912 pontos e, desde então, oscila entre 204 mil e 209 mil, com o mercado atento ao segundo turno.

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Foto: InfoMoney
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22/10 às 23:31, atualizado 23/10 às 05:45

Pontos principais

  • A vantagem de 1,87 ponto percentual de Flávio Bolsonaro no primeiro turno impulsionou o Ibovespa, que subiu 7,7% em 5 de outubro e fechou a 206.912 pontos.
  • O dólar recuou mais de 4% logo após a votação.
  • O Ibovespa chegou a 209.067 pontos em 9 de outubro, o maior fechamento entre 2 e 22 de outubro.
  • Analistas do Goldman Sachs atribuem 85% da alta do Ibovespa ao fechamento da curva de juros futuros.
  • Um ganhador do Prêmio Nobel de Economia classificou a eleição do candidato como um risco econômico.
  • A aproximação das pesquisas eleitorais gerou uma acomodação nos ativos e maior cautela dos investidores.
  • No último pregão do levantamento, em 22 de outubro, o índice fechou em 204.120 pontos, com queda de 1,15% no dia.

O mercado financeiro brasileiro registrou forte valorização logo após o primeiro turno, com o Ibovespa, cotado na B3 em São Paulo, subindo 7,7% em 5 de outubro. Analistas do Goldman Sachs apontam que o movimento foi impulsionado majoritariamente pelo fechamento da curva de juros futuros, beneficiando setores como bancos, varejo e construção. Em contrapartida, um ganhador do Prêmio Nobel de Economia alertou que a eleição do candidato representaria riscos econômicos, mantendo o debate sobre a sustentabilidade fiscal em evidência.

Com a disputa acirrada para o segundo turno, o otimismo inicial deu lugar a uma postura de maior cautela. Desde então, o índice oscila entre 204 mil e 209 mil pontos. O mercado agora concentra suas atenções nas novas pesquisas eleitorais, na definição da equipe econômica e na temporada de resultados corporativos. Enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro reforça o compromisso com o ajuste fiscal, a volatilidade dos ativos reflete a incerteza sobre o cenário político e econômico que se desenha para o próximo governo.

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