França reforça policiamento para novos protestos sob críticas por táticas
Para o protesto de sábado, 24 de outubro, o governo francês vai usar forças da Sentinelle em missões de segurança estática e reforçar RAID, GIGN, BRI e Centaure, enquanto estuda proibir manifestações de risco, sem divulgar números de efetivos.
Pontos principais
- Nuñez diz que o governo estuda proibir manifestações não declaradas e as declaradas cujo organizador ou serviço de ordem não dê garantia de que não vão degenerar.
- As forças da Sentinelle substituirão policiais e gendarmes em missões de segurança estática, para liberar esses efetivos para a manutenção da ordem.
- Nuñez promete mais efetivos e unidades, como em julho de 2023: BRI, RAID, GIGN, helicópteros e Centaure, já mobilizados no sábado anterior, e diz que é preciso ir mais longe.
- Nuñez afirma que a doutrina será revista em meios, volume de forças e método, com foco em reatividade e mobilidade para alcançar grupos dispersos.
- Lecornu reconhece que o dispositivo de 17 de outubro era estático demais e pouco móvel, e cita a Brav-M, em Paris, como exemplo de atuação eficaz.
- Lecornu diz que 1.000 policiais e gendarmes ficaram feridos no fim de semana de 17 e 18 de outubro.
- Nuñez fala em centenas de lojas pilhadas e vandalizadas, e em prédios públicos atingidos, como delegacias, unidades das forças de segurança e prefeituras.
- Lecornu anuncia chômage partiel de 100%, e não de 70%, e um fundo de apoio exclusivo para os comerciantes.
- Lecornu mantém os toques de recolher localizados, decididos em diálogo entre prefeitos e préfets a pedido do comércio de proximidade, e diz que a decisão foi tomada em 19 de outubro.
- Nuñez diz que levará ao Senado, em 27 de outubro, a proposta de lei 'casseur-payeur' (quem quebra paga).
- Segundo Nuñez, o primeiro-ministro não descartou em princípio o estado de emergência, mas 'as condições não estão reunidas'.
Os protestos de 17 de outubro, em Paris, em Marselha e em outras cidades da França, acabaram em saques e em ataques às forças de segurança. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, atribuiu parte da violência a militantes de ultraesquerda organizados em black blocs, e admitiu falhas de inteligência e previsão: o número de manifestantes e a presença de casseurs em quase todas as cidades foram subestimados.
Deputados de esquerda criticam a forma da resposta. A deputada Léa Balage El Mariky (EcoS) falou em 'armes mutilantes' contra a juventude e em toques de recolher para menores. Nuñez afirmou que as cenas de sábado levaram ao motim e à violência urbana, o que exige 'outra resposta policial'.
