Aumentam relatos de violência e roubo de azeitonas na Cisjordânia
Entre 1º de setembro e 12 de outubro, a OCHA documentou 199 ataques de colonos ligados à colheita de oliveiras na Cisjordânia ocupada, que deixaram um palestino morto e 124 feridos.
Pontos principais
- A OCHA documentou 199 ataques de colonos ligados à colheita de oliveiras entre 1º de setembro e 12 de outubro, 166 deles desde 29 de setembro.
- Um palestino morreu e 124 ficaram feridos: 92 por colonos e 32 por forças israelenses no contexto dos ataques.
- Mais de 2.500 árvores e mudas foram danificadas; a maioria dos ataques ocorreu em Ramallah (122) e Nablus (37).
- A OCHA compara com 33 ataques ligados à colheita em 2020 e 185 em 2025.
- Segundo relatos citados pela OCHA, colonos levaram 17 sacas de azeitonas colhidas em Rammun, em 5 de outubro; o roubo é descrito, mas não contabilizado.
- Ordens militares israelenses ampliaram para cerca de 88.300 dunums a área que exige coordenação prévia, quase 30% a mais que em 2025.
- A OCHA cita um workshop preparatório da colheita de 2026 que identificou 123 comunidades prioritárias, 63% delas em Ramallah, Nablus e Hebron; cerca de 70% devem receber algum apoio.
A OCHA documentou 199 ataques de colonos israelenses ligados à colheita de oliveiras na Cisjordânia ocupada entre 1º de setembro e 12 de outubro de 2026, 166 deles desde 29 de setembro. Os ataques deixaram um palestino morto e 124 feridos e danificaram mais de 2.500 árvores e mudas. Os números são preliminares: a OCHA avalia que incidentes em áreas que exigem coordenação prévia tendem a ficar fora da contagem.
A OCHA compara com 33 ataques desse tipo em 2020 e 185 em 2025, quase seis vezes mais. Cita relatos de que colonos levaram 17 sacas de azeitonas colhidas em Rammun, em 5 de outubro, mas afirma que o roubo de colheitas é descrito e não contabilizado.
Em Rammun, no mesmo dia, forças israelenses prenderam 15 palestinos depois que colonos forçaram famílias a deixar suas terras. Ordens militares ampliaram para cerca de 88.300 dunums a área que exige coordenação prévia, quase 30% a mais que em 2025.
