Assentamentos israelenses são comunidades civis estabelecidas por Israel em territórios ocupados desde 1967, principalmente na Cisjordânia, que os palestinos reivindicam para um futuro Estado. A comunidade internacional, incluindo o Tribunal Internacional de Justiça da ONU, considera esses assentamentos ilegais, embora Israel conteste essa visão. A expansão contínua dos assentamentos é um ponto central no conflito israelo-palestino, com recentes medidas israelenses facilitando a compra de terras por colonos e aumentando a fiscalização sobre os palestinos, o que é visto por muitos como uma anexação de facto e um obstáculo à paz.
Assentamentos israelenses referem-se às comunidades civis estabelecidas por Israel em territórios ocupados desde a Guerra dos Seis Dias em 1967. A maioria desses assentamentos está localizada na Cisjordânia, que os palestinos reivindicam para um futuro Estado independente. A comunidade internacional, incluindo o Tribunal Internacional de Justiça da ONU, considera esses assentamentos ilegais, embora Israel conteste essa visão. A expansão dos assentamentos é um ponto central no conflito israelo-palestino, pois os palestinos argumentam que ela corrói seu território e inviabiliza a criação de um Estado palestino contíguo.
Após a Guerra do Oriente Médio de 1967, Israel ocupou a Cisjordânia, a Faixa de Gaza, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã. Desde então, Israel tem estabelecido assentamentos civis nesses territórios. A questão dos assentamentos é complexa, com Israel alegando laços bíblicos e históricos com a Cisjordânia. A política de assentamentos tem sido um obstáculo significativo para as negociações de paz, com a comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos em algumas administrações, expressando preocupação com sua expansão. Em 2024, o Tribunal Internacional de Justiça da ONU emitiu um parecer consultivo não vinculante declarando que a ocupação israelense dos territórios palestinos e os assentamentos são ilegais e devem ser encerrados.
Em 8 de fevereiro de 2026, o gabinete de segurança de Israel aprovou medidas que facilitam a compra de terras por colonos na Cisjordânia e concedem às autoridades israelenses mais poderes de fiscalização sobre os palestinos. Essas medidas incluem a revogação de regulamentos que impediam cidadãos judeus de comprar terras na Cisjordânia, permitindo que autoridades israelenses administrem locais religiosos e expandindo a supervisão em áreas sob administração da Autoridade Palestina (AP) em questões ambientais, crimes relacionados à água e danos a sítios arqueológicos. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou essas medidas como perigosas, ilegais e equivalentes a uma anexação de facto, instando o Conselho de Segurança da ONU a intervir.