Destruição de oliveiras em Gaza reduz produção de azeite e eleva preços
Conflito em Gaza dizimou pomares de oliveiras, reduzindo a produção de azeite e triplicando o custo do produto no mercado local.
Pontos principais
- Apenas 150 mil oliveiras restam das 2 milhões existentes antes do conflito.
- A colheita atual é estimada em 5 mil toneladas, ante a média histórica de 40 mil.
- O número de prensas de azeite em operação caiu de 40 para apenas sete.
- O preço do azeite triplicou, alcançando cerca de US$ 500 por barril.
A produção de azeite em Gaza enfrenta uma crise sem precedentes devido à destruição massiva de pomares e ao bloqueio de acesso a terras agrícolas por tropas israelenses. Dados de autoridades locais indicam que restam apenas 150 mil oliveiras no território, um declínio drástico em relação às 2 milhões de árvores que existiam anteriormente. Como resultado, a infraestrutura de processamento também foi severamente afetada, restando apenas sete prensas em funcionamento de um total de 40 que operavam antes do início do conflito.
O impacto direto dessa escassez é sentido pela população local, que enfrenta uma alta expressiva nos preços dos alimentos básicos. A previsão para a colheita atual é de apenas 5 mil toneladas de azeitonas, uma fração significativa das 40 mil toneladas habituais. Com a oferta reduzida, o valor do azeite triplicou no mercado, atingindo a marca de US$ 500 por barril e agravando a insegurança alimentar na região.
