Estudo aponta falhas na rastreabilidade da soja e carne no Brasil
Relatório do WRI indica que sistemas de monitoramento atuais não cobrem propriedades rurais inteiras, comprometendo a conformidade ambiental.
Pontos principais
- A maioria dos 21 sistemas avaliados monitora apenas áreas de plantio, ignorando desmatamentos no restante do imóvel rural.
- Divergências em datas de referência e critérios de tamanho dificultam a padronização e a confiança do mercado internacional.
- Apenas a Moratória da Soja e o Protocolo Verde dos Grãos utilizam embargos ambientais como critério obrigatório para bloqueio.
- A falta de uniformidade eleva custos de conformidade para empresas e reduz a transparência para compradores como China e União Europeia.
- O WRI sugere a criação de uma referência comum que integre bases oficiais e cubra a totalidade da propriedade rural.
Um estudo realizado pelo WRI Brasil revelou que as iniciativas de rastreabilidade para soja e carne bovina no país apresentam lacunas significativas na garantia de conformidade com o Código Florestal. Ao analisar 21 sistemas diferentes, os pesquisadores constataram que a maioria foca exclusivamente nas áreas de lavoura, deixando de monitorar o restante da propriedade rural. Essa falha permite que desmatamentos ocorridos fora dos talhões de plantio passem despercebidos, dificultando a fiscalização ambiental efetiva. A ausência de critérios padronizados, como datas de referência distintas e limites de área variados, gera incertezas que impactam a transparência para mercados internacionais, especialmente a União Europeia e a China. Para mitigar esses riscos, o WRI defende a implementação de uma referência comum de monitoramento que integre bases de dados oficiais e contemple a totalidade dos imóveis rurais, visando assegurar o cumprimento integral da legislação vigente.
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