Fazendas leiteiras brasileiras redirecionam bezerros machos para corte
Produtores de leite adaptam a gestão de bezerros machos para atender à crescente demanda do mercado chinês por carne bovina.
Pontos principais
- O uso de sêmen sexado diminuiu o nascimento de bezerros machos em fazendas leiteiras.
- Animais machos agora são direcionados para a engorda e produção de carne de corte.
- A exportação para a China oferece bonificações de R$ 2 a R$ 3 por arroba.
- O mercado chinês exige animais com até 30 meses de idade no momento do abate.
Pecuaristas brasileiros estão alterando a gestão de bezerros machos nascidos em fazendas leiteiras, integrando esses animais à cadeia de produção de carne. Com o avanço do uso de sêmen sexado, que reduziu o nascimento de machos, os produtores passaram a focar na engorda desses animais para atender à demanda internacional, especialmente o mercado chinês. Essa estratégia permite que propriedades leiteiras diversifiquem suas fontes de receita ao aproveitar o potencial de ganho de peso dos bezerros.
Para se qualificar ao mercado chinês, conhecido como 'boi China', os animais devem ser abatidos com até 30 meses de idade, independentemente da raça. Produtores que cumprem os protocolos de qualidade recebem uma bonificação de R$ 2 a R$ 3 por arroba, incentivando a adoção de práticas de manejo mais eficientes. Essa mudança reflete uma tendência de maior integração entre os setores de leite e corte no Brasil, impulsionada pela necessidade de rentabilidade e pelas exigências dos importadores globais.
