Aparato repressivo da Venezuela segue intacto após prisão de Maduro
Relatório da ONU aponta que, apesar de mudanças pontuais, estruturas estatais de repressão na Venezuela permanecem operacionais e sem reformas.
Pontos principais
- Missão da ONU afirma que instituições responsáveis por violações de direitos humanos mantêm estruturas e práticas anteriores.
- Detenções de longa duração e desaparecimentos forçados registraram queda desde a prisão de Nicolás Maduro em janeiro.
- Governo de Delcy Rodríguez libertou centenas de presos políticos e flexibilizou regras para manifestações.
- Leis que criminalizam a dissidência política continuam em vigor no país.
- Investigadores alertam para a ausência de reformas institucionais profundas para garantir direitos humanos.
A Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos da ONU divulgou um relatório alertando que o aparato repressivo estatal da Venezuela permanece intacto. Embora a prisão de Nicolás Maduro, ocorrida em 3 de janeiro, tenha trazido mudanças pontuais, os investigadores destacam que as instituições responsáveis por violações de direitos humanos continuam operando com as mesmas estruturas e práticas de antes.
Sob a gestão de Delcy Rodríguez, houve a libertação de centenas de presos políticos e uma flexibilização nas regras para manifestações. Contudo, a ONU ressalta que leis que criminalizam a dissidência seguem vigentes e jornalistas continuam enfrentando obstáculos severos. A falta de reformas institucionais profundas mantém o cenário de incerteza sobre a sustentabilidade de uma melhoria real na situação dos direitos humanos no país.
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