Egito promete apoio à Arábia Saudita contra ataques houthis
O Conselho de Defesa Nacional egípcio decidiu dar "todas as formas possíveis de apoio" à segurança saudita, sem dizer se haverá envio de tropas, que depende de aval do parlamento.
Pontos principais
- O Conselho de Defesa Nacional, presidido por Abdel-Fattah el-Sissi, decidiu oferecer "todas as formas possíveis de apoio" à Arábia Saudita, sem dar detalhes.
- No sábado (17), Sissi pediu ao parlamento autorização para enviar tropas e equipamentos militares ao exterior; a votação ainda não ocorreu.
- Ataques houthis com drones e mísseis contra aeroportos e instalações de petróleo sauditas já deixaram ao menos 19 mortos.
- Um ataque aéreo em Saada, no Iêmen, matou ao menos nove pessoas, cinco delas crianças, segundo o Ministério da Saúde houthi, que culpa a Arábia Saudita.
- Um helicóptero militar saudita caiu perto de Najran e matou os dois tripulantes; Riad fala em falha técnica, e os houthis dizem tê-lo derrubado.
O Conselho de Defesa Nacional do Egito, presidido por Abdel-Fattah el-Sissi, decidiu neste domingo (18) oferecer "todas as formas possíveis de apoio" para que a Arábia Saudita defenda sua segurança, segundo comunicado da Presidência. O texto não detalha que tipo de ajuda será dada nem menciona tropas. No sábado (17), Sissi havia pedido ao parlamento autorização para enviar tropas e equipamentos militares ao exterior; a sessão de emergência foi prorrogada e a votação, que exige maioria de dois terços, ainda não foi realizada. A decisão vem um mês depois da visita do príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, ao Cairo.
Os houthis vêm atacando aeroportos e instalações de petróleo sauditas com drones e mísseis, numa ofensiva que já deixou ao menos 19 mortos e afetou milhares de voos. Um projétil disparado pelo grupo caiu numa área residencial da província de Najran e feriu seis pessoas, segundo a Defesa Civil saudita. No Iêmen, um ataque aéreo a uma casa na província de Saada matou ao menos nove pessoas, entre elas cinco crianças e duas mulheres, de acordo com o Ministério da Saúde controlado pelos houthis, que atribuem o ataque à Arábia Saudita; o reino não comentou.
Um helicóptero militar saudita caiu perto de Najran e matou os dois tripulantes. Um porta-voz militar saudita atribuiu a queda a uma falha técnica; os houthis afirmam tê-lo abatido. Na frente diplomática, Omã ofereceu uma trégua de cinco dias para que as partes se reunissem, segundo o negociador-chefe houthi, Mohamed Abdulsalam, que diz não ver disposição saudita para negociar.
