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Faber deixa de fornecer os livros de Sally Rooney no Reino Unido

A Faber deixou de fornecer as obras de Sally Rooney no Reino Unido, em qualquer formato, por entender que a lei britânica impede repassar à autora os ganhos do país.

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16/10 às 07:31, atualizado 09:45

Pontos principais

  • A Faber afirma que a legislação britânica atual impede repassar à autora os ganhos obtidos no Reino Unido, o que chama de “situação inconcebível para uma editora”.
  • Rooney diz que cumprir contratos para publicar seu trabalho no país “poderia agora constituir um crime grave”.
  • A proscrição, em vigor desde 5 de julho de 2025, torna crime ser membro do Palestine Action ou apoiá-lo, com pena de até 14 anos de prisão.
  • Em agosto de 2025, Rooney escreveu que seguiria apoiando o grupo, que não é proscrito na Irlanda, onde vive.
  • Em setembro de 2025, ela cancelou viagem a Londres para receber o Sky Arts Award, por temer ser presa ao entrar no país.
  • A Faber segue vendendo as obras de Rooney em outros territórios e não tem comentários adicionais no momento.

A Faber decidiu deixar de fornecer as obras de Sally Rooney no Reino Unido, “em total acordo” com a autora. Antes, Rooney havia dito que doaria ao Palestine Action os rendimentos de seus livros e das adaptações da BBC.

Em declaração, a autora, irlandesa de 35 anos, afirma ter feito “todo esforço para ser honesta com o público sobre minhas crenças e intenções” e diz estar “plenamente preparada para aceitar as consequências”. Ela vive na Irlanda, onde o grupo não é proscrito.

O Home Office, ministério do Interior britânico, afirma que a proscrição seguiu um processo “baseado em evidências” e foi endossada pelo Parlamento. Huda Ammori, cofundadora do Palestine Action, diz que o governo pode revogá-la, mas optou por defendê-la na Suprema Corte.

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