Faber deixa de fornecer os livros de Sally Rooney no Reino Unido
A Faber deixou de fornecer as obras de Sally Rooney no Reino Unido, em qualquer formato, por entender que a lei britânica impede repassar à autora os ganhos do país.
Pontos principais
- A Faber afirma que a legislação britânica atual impede repassar à autora os ganhos obtidos no Reino Unido, o que chama de “situação inconcebível para uma editora”.
- Rooney diz que cumprir contratos para publicar seu trabalho no país “poderia agora constituir um crime grave”.
- A proscrição, em vigor desde 5 de julho de 2025, torna crime ser membro do Palestine Action ou apoiá-lo, com pena de até 14 anos de prisão.
- Em agosto de 2025, Rooney escreveu que seguiria apoiando o grupo, que não é proscrito na Irlanda, onde vive.
- Em setembro de 2025, ela cancelou viagem a Londres para receber o Sky Arts Award, por temer ser presa ao entrar no país.
- A Faber segue vendendo as obras de Rooney em outros territórios e não tem comentários adicionais no momento.
A Faber decidiu deixar de fornecer as obras de Sally Rooney no Reino Unido, “em total acordo” com a autora. Antes, Rooney havia dito que doaria ao Palestine Action os rendimentos de seus livros e das adaptações da BBC.
Em declaração, a autora, irlandesa de 35 anos, afirma ter feito “todo esforço para ser honesta com o público sobre minhas crenças e intenções” e diz estar “plenamente preparada para aceitar as consequências”. Ela vive na Irlanda, onde o grupo não é proscrito.
O Home Office, ministério do Interior britânico, afirma que a proscrição seguiu um processo “baseado em evidências” e foi endossada pelo Parlamento. Huda Ammori, cofundadora do Palestine Action, diz que o governo pode revogá-la, mas optou por defendê-la na Suprema Corte.
Fontes primárias
Faber Statement: 14 October 2026
A Faber afirma que a legislação britânica atual levou a uma situação em que não pode repassar à autora Sally Rooney os ganhos do Reino Unido pelo trabalho dela, o que classifica como “uma situação inconcebível para uma editora”. “Em total acordo com Sally”, a editora decidiu que não pode mais fornecer as obras dela no Reino Unido, em nenhum formato, e seguirá vendendo-as em outros territórios. Sem comentários adicionais no momento.
Declaração de Sally Rooney, 14/10/2026 (reproduzida pela ITV News)
Rooney lembra que, em julho de 2025, o grupo Palestine Action foi declarado organização terrorista no Reino Unido, e que no mês seguinte escreveu um artigo de opinião expressando a intenção de continuar apoiando o grupo, que não é proscrito na República da Irlanda, onde vive. Afirma que “o cumprimento de contratos para publicar meu trabalho no Reino Unido poderia agora constituir um crime grave”. Após “um processo de consulta e deliberação, e com meu pleno acordo”, a Faber determinou que não pode mais fornecer seu trabalho no Reino Unido. Conclui: “Fiz todo esforço para ser honesta com o público sobre minhas crenças e intenções, e estou plenamente preparada para aceitar as consequências.”
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