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Livros de Sally Rooney são retirados de circulação no Reino Unido

A escritora irlandesa e sua editora, Faber, suspenderam a venda de suas obras no Reino Unido devido a restrições legais ligadas ao apoio da autora ao grupo Palestine Action.

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Foto: SCMP - World
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14/10 às 10:32, atualizado 15:02

Pontos principais

  • A editora Faber anunciou a interrupção do fornecimento das obras de Sally Rooney em todo o território britânico.
  • A decisão foi tomada em comum acordo entre a autora e a editora após o banimento do grupo Palestine Action pelo governo do Reino Unido.
  • O Palestine Action foi classificado como organização terrorista pelas autoridades britânicas em julho de 2025.
  • A legislação do Reino Unido impede o repasse de receitas financeiras para indivíduos que apoiam organizações proibidas.
  • Apoiar ou ser membro do grupo pode resultar em penas de até 14 anos de prisão sob a lei britânica.
  • Sally Rooney, que reside na Irlanda, afirmou que a comercialização de seus livros no Reino Unido poderia configurar uma infração criminal grave.
  • A Faber declarou que a situação se tornou insustentável para a editora, embora mantenha a comercialização das obras em outros países.

A escritora irlandesa Sally Rooney e sua editora, Faber, decidiram retirar todas as obras da autora de circulação no Reino Unido. A medida, confirmada pela editora em comunicado emitido em 14 de outubro de 2026, ocorre em resposta ao apoio público de Rooney ao grupo Palestine Action, que foi banido pelo governo britânico em julho de 2025 sob a acusação de ser uma organização terrorista.

Segundo a Faber, a legislação vigente no Reino Unido impede o repasse de receitas provenientes da venda de livros para a autora devido ao seu vínculo com o grupo, o que torna a continuidade da distribuição comercial uma situação insustentável. A escritora, que reside na Irlanda, afirmou que a manutenção da venda de seus títulos em território britânico poderia configurar uma infração criminal grave, levando ao cancelamento de compromissos profissionais no país por receio de implicações legais.

A editora Faber ressaltou que a decisão foi tomada em total acordo com a autora e que, embora o fornecimento de livros esteja suspenso no Reino Unido, a empresa continua orgulhosa da obra de Rooney e manterá a comercialização em outros mercados internacionais. Enquanto isso, representantes do Palestine Action buscam recorrer da decisão de proscrição junto ao Supremo Tribunal do Reino Unido para tentar reverter o banimento da organização.

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