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Mercado financeiro brasileiro prepara chegada dos ETFs ativos

A CVM planeja regulamentar ETFs ativos até 2027, visando oferecer gestão profissional com custos reduzidos e maior transparência aos investidores.

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Foto: InvestNews
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16/10 às 07:31

Pontos principais

  • A nova regulação da CVM para ETFs ativos está prevista para ser publicada em 2027.
  • ETFs ativos permitem que gestores selecionem ativos, diferenciando-se dos fundos passivos que apenas replicam índices.
  • O produto é visto como um competidor direto para os fundos multimercados, que enfrentam queda de patrimônio.
  • O patrimônio total em ETFs no Brasil alcançou R$ 136,7 bilhões em setembro de 2026, com 860 mil investidores.
  • Nos Estados Unidos, os ETFs ativos já representam 36% do fluxo de capital da classe.

A indústria de fundos brasileira avança na estruturação dos ETFs ativos, uma modalidade que permite aos gestores a escolha estratégica de ativos em vez da simples replicação de índices. A iniciativa, que conta com a CVM como principal articuladora regulatória, busca oferecer ao investidor local uma alternativa com custos operacionais menores e maior transparência. A expectativa é que a norma definitiva seja publicada até 2027, consolidando um movimento que já é tendência global.

O novo produto surge como um potencial substituto para os fundos multimercados, que têm registrado perda de patrimônio nos últimos anos. Atualmente, o mercado nacional já possui uma amostra dessa modalidade por meio do JEPI39, um BDR de ETF ativo americano que opera sob entendimento técnico da autarquia. Com 860 mil investidores e R$ 136,7 bilhões sob gestão em ETFs até setembro de 2026, o setor projeta um crescimento acelerado seguindo o modelo norte-americano.

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