Investidores de alta renda mantêm baixa adesão a ETFs no Brasil
Apesar do crescimento do setor, o segmento de alta renda prioriza estratégias personalizadas e eficiência fiscal em detrimento dos ETFs locais.
Pontos principais
- O volume total de ETFs no Brasil cresceu 38,8% no último semestre.
- A participação de ETFs em carteiras do segmento private é de apenas 0,66%.
- Investidores de alta renda preferem fundos exclusivos e planejamento sucessório.
- O uso de contas internacionais para acessar ETFs globais mascara a adesão real desse público.
Embora os ETFs tenham registrado um crescimento expressivo de 38,8% no volume total durante o último semestre, a adesão por parte dos investidores de alta renda e do segmento private permanece tímida, representando apenas 0,66% das carteiras. Especialistas indicam que esse público prioriza serviços customizados, como fundos exclusivos, que oferecem maior eficiência fiscal e ferramentas de proteção sucessória, benefícios não encontrados nos ETFs tradicionais.
Apesar da resistência local, o interesse por esses ativos tem crescido nos últimos 12 meses, impulsionado pela ampliação da oferta doméstica e por mudanças na tributação de fundos exclusivos. Além disso, parte da demanda desse perfil de investidor é direcionada a contas internacionais para acessar ETFs globais, um movimento que nem sempre é captado pelas estatísticas do mercado brasileiro, mantendo a participação oficial em patamares reduzidos.
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