Recorde de ETFs no Brasil reacende debate sobre remuneração de assessores
O crescimento dos ETFs para R$ 126 bilhões expõe conflitos de interesse no modelo de comissões praticado por assessores de investimentos no país.
Pontos principais
- O volume investido em ETFs no Brasil saltou de R$ 45 bilhões em 2024 para R$ 126 bilhões atualmente.
- A base de investidores em ETFs alcançou a marca de 870 mil pessoas no mercado brasileiro.
- Assessores tendem a evitar a recomendação de ETFs por não receberem comissões diretas, conhecidas como rebates.
- O modelo de remuneração baseado em taxas de administração embutidas é apontado como fonte de conflito de interesses.
- O modelo 'fee based', com taxa fixa sobre o patrimônio, surge como alternativa para alinhar os interesses do cliente e do consultor.
O mercado brasileiro de ETFs registrou um crescimento expressivo, saltando de R$ 45 bilhões em 2024 para R$ 126 bilhões, com uma base de 870 mil investidores. Esse avanço, contudo, trouxe à tona discussões sobre o modelo de remuneração dos assessores de investimentos. Como a maioria desses produtos não oferece comissões diretas, ou rebates, aos vendedores, muitos profissionais priorizam ativos que remuneram as plataformas, gerando um potencial conflito de interesses. Relatos indicam que até grandes eventos do setor, como a Expert XP, teriam desencorajado a promoção de ETFs devido à baixa atratividade comercial para as corretoras. Diante desse cenário, o modelo 'fee based', que estabelece uma taxa fixa sobre o patrimônio do cliente, ganha força como uma alternativa para garantir que as recomendações sejam feitas com base no interesse do investidor, e não na comissão embutida nas taxas de administração.
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