Ucrânia retoma ataques a refinarias russas e desafia Trump
O presidente Volodymyr Zelensky anunciou o fim da pausa em ataques a refinarias russas, ignorando o cessar-fogo energético proposto pelo governo dos Estados Unidos.
Pontos principais
- Volodymyr Zelensky confirmou a retomada de ataques com drones contra refinarias de petróleo na Rússia.
- A decisão encerra uma trégua de três dias solicitada pelo presidente americano Donald Trump.
- Trump havia pressionado pelo cessar-fogo alegando que os ataques ucranianos elevavam o preço global do diesel.
- Zelensky justificou a medida acusando a Rússia de violar o acordo e intensificar ataques contra a infraestrutura ucraniana.
- Ataques russos recentes deixaram cerca de 600 mil ucranianos sem energia elétrica.
- Instalações na região de Ryazan foram atingidas por drones logo após o anúncio de Zelensky.
- O governo ucraniano criticou a retirada de apoio de inteligência por parte dos Estados Unidos.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a retomada dos ataques com drones contra refinarias de petróleo em território russo. A decisão marca o fim de uma trégua de três dias que havia sido estabelecida após pressões diretas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que buscava implementar um cessar-fogo energético entre as nações em conflito.
Zelensky justificou a retomada das operações ofensivas alegando que a Rússia ignorou os termos do cessar-fogo e intensificou bombardeios contra a infraestrutura crítica ucraniana. Segundo o líder ucraniano, as recentes investidas russas deixaram aproximadamente 600 mil pessoas sem acesso à rede elétrica, o que teria tornado a manutenção da pausa insustentável para a estratégia de defesa do país.
O governo americano havia solicitado a interrupção dos ataques sob o argumento de que as ações ucranianas contra o setor petrolífero russo estariam pressionando os preços do diesel no mercado global. Em resposta, Zelensky criticou a postura de Washington, manifestando descontentamento com a redução do compartilhamento de inteligência e com a disposição da Casa Branca em buscar acordos comerciais com Moscou.
Logo após o anúncio oficial, novos ataques foram registrados em instalações na região de Ryazan, confirmando a mudança de postura de Kiev. A tensão diplomática entre a Ucrânia e a administração Trump se aprofunda, à medida que o governo ucraniano prioriza a resposta militar contra a capacidade econômica russa em detrimento das recomendações de contenção feitas pelos Estados Unidos.
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