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Fim da escala 6x1 pode custar R$ 35 bi anuais a municípios, diz FNP

Estudo da Frente Nacional de Prefeitos aponta impacto bilionário em contratos públicos municipais com a possível extinção da escala de trabalho 6x1.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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15/10 às 08:45, atualizado 11:33

Pontos principais

  • A Frente Nacional de Prefeitos estima um custo anual de R$ 35 bilhões para os municípios com o fim da escala 6x1.
  • O valor equivale a cerca de metade da arrecadação nacional anual de IPTU, estimada em R$ 70 bilhões.
  • Setores como coleta de lixo, transporte coletivo, saúde e assistência social seriam os mais impactados pelo reequilíbrio de contratos.
  • A Confederação Nacional de Municípios projeta a necessidade de contratar 7.100 novos funcionários para manter o atendimento à população.
  • Sebastião Melo, presidente da FNP, defende um período de transição de quatro anos ou a criação de um fundo de compensação.

A proposta de emenda à Constituição que visa extinguir a escala de trabalho 6x1 pode gerar um impacto financeiro de R$ 35 bilhões anuais aos cofres municipais, segundo levantamento apresentado pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP) durante sessão de debates no Senado Federal. O estudo, realizado pelo economista José Roberto Afonso, alerta que o montante representa aproximadamente metade de toda a arrecadação nacional de IPTU. A entidade argumenta que a medida exigiria o reequilíbrio econômico-financeiro de diversos contratos terceirizados, incluindo serviços essenciais como coleta de lixo, transporte coletivo, postos de saúde e assistência social.

Diante do cenário, o presidente da FNP, Sebastião Melo, solicitou aos parlamentares a implementação de um período de transição de quatro anos para a adaptação dos contratos públicos ou a criação de um fundo de compensação para os municípios. Paralelamente, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que a mudança exigiria a contratação de ao menos 7.100 novos servidores para garantir a manutenção dos níveis atuais de atendimento à população. Enquanto prefeitos alertam para o risco de aumento nas tarifas de transporte público, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos pontua que já iniciou a transição para jornadas reduzidas em contratos federais desde o ano passado.

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