Crime organizado ameaça agronegócio e exportações brasileiras
Estudo do Insper aponta que facções criminosas utilizam o campo para lavagem de dinheiro e logística, colocando em risco o comércio exterior do país.
Pontos principais
- O agronegócio é considerado o setor mais vulnerável à atuação de facções criminosas no Brasil.
- Movimentações ilegais somam R$ 82 bilhões em defensivos, sementes piratas e fraudes de combustíveis.
- Facções como PCC e Comando Vermelho usam o setor para ocultar cargas ilícitas, como cocaína.
- A presença do crime organizado pode resultar em sanções internacionais contra produtos brasileiros.
Um estudo recente do Insper Agro Global aponta que o agronegócio brasileiro tornou-se um alvo estratégico para o crime organizado, com impactos significativos na segurança rural e na economia. O levantamento estima movimentações bilionárias em atividades ilícitas, incluindo R$ 20 bilhões em defensivos, R$ 10 bilhões em sementes piratas e R$ 52 bilhões em fraudes de combustíveis. Facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, utilizam a infraestrutura do campo para logística, lavagem de dinheiro e ocultação de cargas de entorpecentes.
A expansão dessas atividades ilícitas gera preocupações sobre a imagem do Brasil no mercado global, podendo levar a sanções internacionais contra produtos nacionais. O pesquisador Alberto Pfeifer destaca que a classificação de facções como terroristas por parte dos Estados Unidos agrava o risco para o comércio exterior. Diante do cenário, o relatório defende a necessidade urgente de uma política integrada entre ministérios e o fortalecimento da cooperação internacional para combater o avanço do crime no setor.
