Expansão de facções criminosas impacta mercado imobiliário no Brasil
O controle territorial por grupos criminosos tem causado depreciação de imóveis e afastado investimentos privados em diversas regiões do país.
Pontos principais
- Facções diversificaram receitas explorando serviços básicos como gás, internet e transporte.
- Empresas em áreas dominadas pelo crime enfrentam extorsão por meio de taxas de proteção.
- A presença do crime organizado em bairros como Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, desvaloriza ativos imobiliários.
- Investidores já incorporam o risco da violência em suas decisões de alocação de capital no Brasil.
A atuação de facções criminosas no Brasil transcendeu o tráfico de drogas, atingindo diretamente a economia formal e o mercado imobiliário. Segundo o ex-capitão do Bope, Rodrigo Pimentel, a exploração de serviços essenciais e a cobrança de taxas de proteção em áreas sob domínio dessas organizações criam um ambiente de insegurança jurídica e física. Esse cenário tem provocado a depreciação de imóveis e o afastamento de investimentos privados, uma vez que o risco da violência tornou-se um fator determinante nas decisões de alocação de capital. Para Pimentel, o enfrentamento desse problema exige uma estratégia focada na retomada do controle territorial pelo Estado, indo além das ações tradicionais de combate à lavagem de dinheiro, visando restaurar a viabilidade econômica e a segurança em regiões metropolitanas afetadas.
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