Municípios de Minas Gerais proíbem murta para conter o greening
Cidades mineiras aprovam leis para banir o cultivo de murta e frear a propagação do greening, doença que ameaça a produção de citros no estado.
Pontos principais
- O greening atingiu 48,08% das laranjeiras no cinturão citrícola em 2026.
- A murta é hospedeira do psilídeo, inseto que transmite a bactéria da doença.
- A área plantada de citros em Minas Gerais superou 29 mil hectares em 2025.
- Araxá iniciou o movimento legislativo em 2024 para proteger os pomares locais.
- O setor busca estabelecer uma zona livre da doença até o primeiro semestre de 2027.
Municípios mineiros estão implementando leis rigorosas para proibir o plantio de murta, uma medida estratégica para combater a disseminação do greening. A planta serve como hospedeira para o psilídeo, inseto responsável pela transmissão da bactéria que causa a doença incurável. Com a migração de produtores paulistas para Minas Gerais, a área plantada de citros no estado cresceu significativamente, atingindo mais de 29 mil hectares em 2025. A iniciativa visa proteger a produtividade local, dado que o greening já comprometeu quase metade das laranjeiras do cinturão citrícola em 2026.
Além da proibição da murta, os produtores rurais têm adotado protocolos rigorosos de biossegurança, incluindo o uso de armadilhas georreferenciadas e a inspeção contínua dos pomares. O arranquio imediato de árvores contaminadas permanece como a principal forma de controle. O objetivo dos sindicatos rurais é consolidar uma zona livre da doença até o primeiro semestre de 2027, garantindo a sustentabilidade econômica da citricultura na região.
