Justiça dos EUA investiga emissoras por suspensão de cobertura de Trump
Departamento de Justiça apura se grandes redes de TV violaram leis antitruste ao interromperem a cobertura da Casa Branca em setembro.
Pontos principais
- Investigação foca na possível violação da Lei Sherman por emissoras como CNN, Fox News, ABC, CBS e NBC.
- Ação ocorre após suspensão da cobertura compartilhada em 21 de setembro, motivada por restrições de acesso impostas pelo governo.
- Presidente Donald Trump proibiu jornalistas da CNN, MS NOW e Politico de entrarem na Casa Branca.
- Justiça determinou o retorno dos profissionais, mas repórteres ainda enfrentam restrições em viagens oficiais.
- Freedom of the Press Foundation classificou a investigação como uma manobra de pressão contra a imprensa.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação para apurar se um grupo de grandes emissoras de TV, incluindo CNN, Fox News, ABC, CBS e NBC, violou leis antitruste ao suspender temporariamente a cobertura compartilhada da Casa Branca. O episódio ocorreu em 21 de setembro, após o presidente Donald Trump restringir o acesso de jornalistas de veículos específicos, como CNN, MS NOW e Politico, às dependências do governo. A investigação analisa se a interrupção coordenada do trabalho jornalístico configura uma infração à Lei Sherman.
Embora um juiz tenha determinado o fim das restrições de acesso em 24 de setembro, a tensão entre o governo e a imprensa persiste, com relatos de jornalistas impedidos de acompanhar viagens no Air Force One. Enquanto o governo mantém a postura de controle sobre o acesso, entidades como a Freedom of the Press Foundation criticaram a investigação federal, classificando a medida como uma tentativa de pressionar os veículos de comunicação e limitar a liberdade de imprensa no país.
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