CNN, MS NOW e Politico processam Trump por banimento da Casa Branca
Veículos de imprensa entraram com ação judicial contra o governo Trump após terem credenciais de acesso à Casa Branca revogadas sem aviso prévio.
Pontos principais
- CNN, MS NOW e Politico protocolaram ação judicial no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia.
- A ação nomeia como réus o presidente Donald Trump e os assessores Susie Wiles, Steven Cheung e Sean Curran.
- Os veículos alegam que o banimento viola a Primeira Emenda e a cláusula de devido processo da Quinta Emenda.
- A medida foi justificada por Trump como retaliação por reportagens que ele classificou como ficção e mentiras.
- Os autores buscam uma ordem de restrição temporária para recuperar o acesso imediato às dependências da Casa Branca.
- O deputado Robert Garcia solicitou a preservação de documentos e comunicações da Casa Branca sobre a decisão.
- A petição afirma que o banimento foi realizado com o propósito impróprio de retaliar os veículos pela cobertura jornalística.
- Audiências de emergência para tratar do caso estão sendo solicitadas para ocorrer ainda nesta semana.
- O caso se soma a um processo pendente da Associated Press contra a Casa Branca por restrições impostas em fevereiro de 2025.
Os veículos de comunicação CNN, MS NOW e Politico entraram com uma ação judicial conjunta contra o presidente Donald Trump e membros de sua administração. O processo, protocolado no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia, contesta a revogação das credenciais de acesso de seus jornalistas às dependências da Casa Branca, medida anunciada pelo governo no último final de semana. Além de Trump, a ação judicial nomeia como réus os assessores Susie Wiles, Steven Cheung e o diretor do Secret Service, Sean Curran.
Na petição, os veículos argumentam que a proibição viola garantias fundamentais da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de imprensa, e a cláusula de devido processo da Quinta Emenda. Segundo o documento, o presidente baniu as organizações e seus repórteres individuais expressamente com o propósito de retaliar os autores pela cobertura jornalística realizada, classificando a medida como um desrespeito às normas constitucionais. O governo, por sua vez, sustenta que o presidente possui autoridade para restringir o acesso a determinados espaços da sede do governo.
O caso gerou repercussão política, com o deputado Robert Garcia enviando uma carta formal ao diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, exigindo explicações sobre o veto. Garcia solicitou a preservação de todos os registros e comunicações internas relacionados à decisão até o dia 5 de outubro. Enquanto isso, os veículos de imprensa buscam uma decisão judicial rápida, incluindo audiências de emergência, para impedir que o governo mantenha a proibição de acesso enquanto o mérito da causa é analisado.
Esta disputa ocorre em um cenário de tensões crescentes entre a administração Trump e diversos órgãos de imprensa. O episódio atual se soma a um processo judicial já existente, movido pela Associated Press contra a Casa Branca, referente a uma proibição parcial de acesso imposta em fevereiro de 2025. Especialistas jurídicos acompanham o caso, que pode estabelecer novos precedentes sobre os limites do poder executivo na gestão do acesso de jornalistas a instalações governamentais.
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