CNN, MS NOW e Politico processam governo Trump por revogação de acesso
CNN, MS NOW e Politico processam a Casa Branca alegando violação da Primeira e da Quinta Emenda, dois dias depois de Trump banir os veículos e confiscar os crachás de seus repórteres.
Pontos principais
- CNN, MS NOW e Politico entraram nesta segunda-feira (21/9) com ação na Corte Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia.
- A ação alega violação tanto da Primeira Emenda quanto da cláusula de devido processo da Quinta Emenda, por falta de aviso prévio e de critérios claros para o banimento.
- Trump anunciou o banimento pelo Truth Social na tarde de sexta-feira (19/9); no sábado (20/9), jornalistas dos três veículos tiveram os crachás confiscados ao tentar entrar na Casa Branca.
- Questionado por repórteres sobre o banimento, Trump disse que "não acha que um tribunal deveria permitir que se escrevam notícias falsas dia após dia" e que tem o direito de barrar quem "escreve histórias falsas o tempo todo".
- Não houve comentário imediato da Casa Branca nem do Departamento de Justiça sobre a ação.
- Os veículos pediram uma ordem de restrição temporária para recuperar o acesso imediato dos repórteres.
- A ação inclui, além de Trump, nomes como Steven Cheung, Susan Wiles e o diretor do Secret Service, Sean Curran.
- Em nota conjunta, os veículos afirmaram que o governo "não decide o que a imprensa reporta ou publica" e que a revogação, feita "sem aviso ou processo", ameaça a liberdade de imprensa.
- O banimento se soma a outras ações da administração contra a imprensa, como a demissão de jornalistas do jornal independente das Forças Armadas e revisões incomuns de licenças de radiodifusão.
- A Associated Press mantém processo pendente contra a Casa Branca por restrições de acesso impostas em fevereiro de 2025.
CNN, MS NOW e Politico formalizaram nesta segunda-feira (21/9) uma ação conjunta contra o governo dos Estados Unidos na Corte Distrital para o Distrito de Columbia, pedindo a um juiz federal que suspenda de imediato o banimento e restitua as credenciais de acesso à Casa Branca aos jornalistas dos três veículos. Segundo a petição, Trump anunciou a medida pelo Truth Social na tarde de sexta-feira (19/9); no sábado (20/9), repórteres dos três veículos tiveram os crachás confiscados ao tentar entrar no local. Além de Trump, a ação cita Steven Cheung, Susan Wiles e o diretor do Secret Service, Sean Curran.
A petição alega que o banimento viola tanto a Primeira Emenda quanto a cláusula de devido processo da Quinta Emenda, por ter sido aplicado sem aviso prévio, critérios claros ou oportunidade de defesa. Segundo o texto, Trump agiu "com o propósito impróprio de retaliar" a cobertura que considerou "negativa" e de inibir reportagens futuras sobre seu governo; a ação descreve a medida como "o ataque mais direto possível à Primeira Emenda". Em nota conjunta, os veículos afirmaram que a revogação das credenciais, feita "sem aviso ou processo", ameaça a liberdade de imprensa e o direito do público a um jornalismo independente.
Questionado por jornalistas na sexta-feira sobre se o banimento resistiria a uma contestação judicial, Trump disse que "não acha que um tribunal deveria permitir que se escrevam notícias falsas dia após dia" e que tem o direito de barrar quem "escreve histórias falsas o tempo todo". Não houve comentário imediato da Casa Branca nem do Departamento de Justiça sobre a ação. O caso se soma a outras medidas da administração contra a imprensa, como a demissão de jornalistas à frente do jornal independente das Forças Armadas, revisões incomuns de licenças de radiodifusão e restrições de acesso a repórteres de outros veículos na Casa Branca e no Pentágono, alvo de litígios ainda em curso; a Associated Press mantém processo pendente contra o governo por restrições impostas em fevereiro de 2025.
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