Lula faz ato na Paulista; PT fala em 1 milhão, mas não houve contagem independente
Lula reuniu milhares de apoiadores na Avenida Paulista no domingo (11) para tentar reverter o desânimo após o primeiro turno. O PT e aliados falaram em 1 milhão de pessoas, sem informar a metodologia; os institutos que contam atos na Paulista não fizeram estimativa porque a campanha não autorizou o sobrevoo de drone.
Pontos principais
- Lula reuniu milhares de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã de domingo (11), num ato batizado de Marcha pela Democracia.
- O ato buscou reverter o desânimo da militância depois que Flávio Bolsonaro ficou à frente no primeiro turno; o discurso de Lula mirou os jovens e a redução da abstenção.
- O PT e aliados de Lula publicaram que havia 1 milhão de pessoas, sem informar a metodologia. Não houve contagem independente, e a PM não divulgou estimativa.
- O Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e a More in Common Brasil não estimaram o público porque a campanha não autorizou o sobrevoo de drone; foi a terceira negativa em atos da candidatura.
- A segurança do Planalto também vetou o drone do Poder360, seguindo o procedimento para eventos com o presidente, mas liberou imagens aéreas da campanha e da Mídia Ninja.
- O Poder360 mediu 7 quarteirões ocupados, da Rua Haddock Lobo à Alameda Joaquim Eugênio de Lima: cabem cerca de 261 mil pessoas a 4 por metro quadrado. A Folha relatou ocupação de até 12 quarteirões.
Lula (PT) reuniu milhares de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, na manhã de domingo (11), num ato convocado por estudantes, movimentos sociais e partidos de esquerda e batizado de Marcha pela Democracia. A mobilização tentou reverter o desânimo da militância depois que Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente no primeiro turno. No discurso, Lula falou aos jovens e pediu que a militância reduza a abstenção no segundo turno, em 25 de outubro: "Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto".
O PT e aliados de Lula publicaram nas redes que havia 1 milhão de pessoas na avenida, sem informar a metodologia. Não houve contagem independente. O Monitor do Debate Político no Meio Digital (USP/Cebrap) e a More in Common Brasil, que estimam público de atos na Paulista a partir de imagens aéreas, disseram que não fizeram a contagem porque a campanha não autorizou o sobrevoo de drone, a terceira negativa em eventos da candidatura. A equipe de segurança do Planalto também vetou o drone do Poder360, seguindo o procedimento adotado em eventos com o presidente, mas a campanha e a Mídia Ninja foram autorizadas a fazer imagens aéreas. A PM não divulgou estimativa.
Segundo medição do Poder360, o ato ocupou 7 quarteirões, da Rua Haddock Lobo à Alameda Joaquim Eugênio de Lima, uma área de 65.177 metros quadrados que comporta cerca de 261 mil pessoas a 4 por metro quadrado; para 1 milhão, seriam necessários cerca de 27 quarteirões, e a Paulista tem 16. A Folha relatou ocupação de até 12 quarteirões. A concentração levou o Metrô a fechar temporariamente a estação Trianon-Masp.
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