Oxidação de alimentos causa prejuízos ocultos a pequenos produtores
A oxidação de produtos artesanais gera perdas financeiras ignoradas, mas pode ser mitigada com o uso estratégico de absorvedores de oxigênio.
Pontos principais
- A oxidação degrada aroma, textura e sabor em produtos secos e gordurosos.
- O Brasil desperdiça 55,4 milhões de toneladas de alimentos anualmente.
- Absorvedores de oxigênio à base de ferro reduzem a concentração de O2 para 0,01%.
- O uso de embalagens herméticas e o fracionamento correto dos sachês são essenciais para a eficácia.
A oxidação de alimentos artesanais representa um desafio financeiro frequentemente subestimado por pequenos produtores. O fenômeno, que compromete a qualidade sensorial de produtos secos e ricos em gordura, contribui para o volume expressivo de desperdício alimentar no Brasil, que chega a 55,4 milhões de toneladas por ano segundo o Pacto Contra a Fome. A perda de integridade do produto muitas vezes passa despercebida no controle de custos, impactando diretamente a rentabilidade do negócio.
Para mitigar esses danos, especialistas recomendam o uso de embalagens herméticas combinadas com absorvedores de oxigênio. Esses dispositivos, geralmente compostos por pó de ferro, conseguem reduzir a concentração de oxigênio para 0,01%, desde que manuseados corretamente. O fracionamento adequado dos sachês, prática adotada por empresas como a gaúcha Oxyoff, permite que produtores artesanais utilizem apenas a quantidade necessária, evitando a exposição prematura ao ar e preservando a eficácia do insumo.
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