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Romeu Zema vota em Araxá e critica decisões do TSE

O candidato à Presidência Romeu Zema votou em Araxá e aproveitou o momento para criticar o escândalo do Banco Master e a cassação de Deltan Dallagnol.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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04/10 às 10:45, atualizado 18:02

Pontos principais

  • Romeu Zema votou na manhã deste domingo na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá.
  • O candidato do Novo criticou o escândalo envolvendo o Banco Master.
  • Zema manifestou descontentamento com a decisão do TSE sobre a candidatura de Deltan Dallagnol.
  • O candidato foi flagrado com um celular na cabine de votação, prática proibida pela legislação.
  • O Ministério Público Eleitoral ajuizou uma ação criminal contra Zema pelo uso do aparelho.
  • Zema negou ter feito fotos e alegou que portava o celular por hábito, sem ser alertado por mesários.
  • O TRE-MG confirmou que o caso será investigado para verificar possível violação do sigilo do voto.
  • O uso de eletrônicos na cabine pode resultar em pena de detenção conforme a lei eleitoral.
  • Após a votação, o candidato seguiu para Belo Horizonte para acompanhar a apuração dos votos.
  • Pesquisas recentes indicavam Zema com 1% das intenções de voto no primeiro turno.

O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, compareceu às urnas na manhã deste domingo na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, Minas Gerais. Durante a ocasião, o ex-governador mineiro aproveitou o contato com a imprensa para tecer críticas a temas sensíveis do cenário político nacional, incluindo o escândalo do Banco Master e a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que havia cassado a candidatura de Deltan Dallagnol.

O momento da votação, contudo, foi marcado por uma controvérsia jurídica. Zema foi flagrado portando um celular dentro da cabine de votação, conduta expressamente vedada pela legislação eleitoral brasileira para garantir o sigilo do voto. O Ministério Público Eleitoral (MPE) protocolou uma ação criminal contra o candidato, e o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) confirmou que o episódio será formalmente apurado pela Corte.

Em sua defesa, Romeu Zema negou qualquer intenção de registrar imagens ou violar as normas, justificando que o porte do aparelho ocorreu por um descuido de hábito e que não recebeu orientações específicas dos mesários no local. Especialistas apontam que, embora o uso do dispositivo configure uma violação de regra, a caracterização de crime eleitoral dependerá da comprovação de que o sigilo do voto foi efetivamente comprometido.

Após cumprir sua obrigação eleitoral, Zema deslocou-se para Belo Horizonte, onde acompanha a apuração dos votos do primeiro turno das eleições de 2026. O candidato, que registrava 1% das intenções de voto em levantamentos recentes, aguarda os resultados oficiais em um estabelecimento na capital mineira, onde deve conceder entrevista coletiva após a divulgação dos dados pelo TSE.

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