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Deltan Dallagnol

Deltan Dallagnol é ex-procurador da República que coordenou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2020. Eleito deputado federal em 2022, teve o mandato cassado pelo TSE em 2023 por fraude à Lei da Ficha Limpa. Em 4 de outubro de 2026, foi eleito senador pelo Paraná pelo NOVO, horas depois de o presidente do TSE suspender a decisão que indeferira seu registro; o plenário do tribunal ainda vai julgar se ele pode assumir.

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Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados / CC BY 3.0

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Monitorando Deltan DallagnolSenador eleito do Paraná em 2026: promessas, mandato e dinheiro, com a fonte de cada dado

Visão geral

Deltan Martinazzo Dallagnol (Pato Branco, 15 de janeiro de 1980) é um ex-procurador da República brasileiro e político filiado ao Partido Novo (NOVO). Conhecido nacionalmente por coordenar a força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba entre 2014 e 2020, atuou por 18 anos no Ministério Público Federal (MPF), de 2003 a 2021. Foi eleito deputado federal pelo Paraná em 2022 com o maior número de votos do estado (344.917), mas teve o mandato cassado em 2023 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suposta fraude à Lei da Ficha Limpa. Em 4 de outubro de 2026, foi eleito senador pelo Paraná pelo NOVO, em segundo lugar atrás de Filipe Barros (PL), mas a validade dos votos ainda depende de julgamento do plenário do TSE sobre sua elegibilidade.

Biografia

Nascido em Pato Branco (PR), Dallagnol formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e obteve mestrado em Direito (LL.M.) pela Harvard Law School. Casado com Fernanda Mourão Ribeiro desde 2016, atuou como procurador da República especializado em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro. Deixou o MPF em novembro de 2021 para ingressar na política.

Carreira no Ministério Público

Foto: Agência Brasil / CC BY 3.0 BR

Ingressou no MPF em 2003. Participou de operações como Gafanhotos, Banestado, Fênix e Curaçao. Entre 2014 e 2020, coordenou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, que resultou em mais de 250 condenações e na recuperação de cerca de R$ 25 bilhões aos cofres públicos, segundo fontes ligadas à operação. A operação foi reconhecida pelo Departamento de Justiça dos EUA como o maior caso de suborno estrangeiro da história.

Operação Lava Jato

Foto: José Cruz/ABr / CC BY 3.0 BR

A força-tarefa investigou esquemas de corrupção na Petrobras envolvendo empreiteiras e agentes públicos. Dallagnol liderou a apresentação de denúncias, incluindo uma coletiva de imprensa em 2016 com slides sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A operação gerou debates sobre métodos de investigação e coordenação entre procuradores e o juiz Sérgio Moro.

Carreira política

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Deltan Dallagnol fala em coletiva sobre a perda do mandato - 17/05/2023

Filiou-se ao Podemos (PODE) em 2021 e foi eleito deputado federal em 2022. Assumiu o mandato em fevereiro de 2023, atuando em comissões como a de Constituição e Justiça. Teve o mandato cassado em junho de 2023. Deixou o PODE em setembro de 2023 e filiou-se ao NOVO. Em 2026, concorreu ao Senado pelo Paraná na coligação Fortaleza do Paraná, com suplentes Professor Picler (PL) e Markenson Marques dos Santos (NOVO). No primeiro turno, em 4 de outubro de 2026, ficou com a segunda das duas vagas do estado, com 2.885.230 votos (cerca de 25,2% dos válidos) com 99,17% das urnas apuradas; Filipe Barros (PL) ficou com a primeira, com 3.127.821 votos. O mandato vai de 1º de fevereiro de 2027 a 31 de janeiro de 2035.

Linha do tempo

  • 15 de janeiro de 1980: Nascimento em Pato Branco (PR).
  • 2003: Ingresso no Ministério Público Federal.
  • 2012–2013: Mestrado em Harvard.
  • 2014–2020: Coordenação da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.
  • Novembro de 2021: Exoneração do MPF.
  • Dezembro de 2021: Filiação ao Podemos.
  • Outubro de 2022: Eleição como deputado federal mais votado do Paraná.
  • Fevereiro de 2023: Posse na Câmara dos Deputados.
  • Maio de 2023: Cassação do registro de candidatura pelo TSE.
  • Junho de 2023: Perda do mandato confirmada pela Mesa da Câmara.
  • Setembro de 2023: Filiação ao NOVO.
  • 8 de setembro de 2026: Deferimento da candidatura ao Senado pelo TRE-PR (4x3).
  • 19 de setembro de 2026: Liminar do TSE suspende atos de campanha da candidatura.
  • 3 de outubro de 2026: O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, indefere o registro em decisão monocrática e declara nulos os votos da chapa.
  • 4 de outubro de 2026: O presidente do TSE, Nunes Marques, suspende a decisão na manhã da eleição; Dallagnol é eleito senador pelo Paraná.

Controvérsias

Foto: Ministério Público Federal / Domínio público
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Deltan Dallagnol comenta mensagens divulgadas pela Vaza Jato

Dallagnol enfrentou diversas controvérsias, incluindo a apresentação de slides em 2016 sobre Lula (caso PowerPoint), que resultou em condenação por danos morais (indenização paga em 2025). Mensagens vazadas (Vaza Jato) revelaram comunicações com Moro. Há processos no TCU sobre diárias e passagens durante a Lava Jato, e questionamentos sobre a Lava Jato Foundation. A cassação de 2023 baseou-se na interpretação de que sua exoneração antecipada configurou fraude à Ficha Limpa para evitar processos disciplinares no CNMP.

Situação eleitoral de 2026

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Nunes Marques suspende decisão que barrou Deltan ao Senado | #EleiçõesSBT2026

A candidatura ao Senado foi inicialmente aprovada pelo TRE-PR em 8 de setembro de 2026. O TSE concedeu liminar em 19 de setembro suspendendo atos de campanha, propaganda e uso de recursos públicos até julgamento definitivo, mantendo a controvérsia sobre inelegibilidade.

Na noite de 3 de outubro de 2026, cerca de doze horas antes do início da votação, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro em decisão monocrática. Ele retomou o entendimento do TSE de 2023, segundo o qual Dallagnol fraudou a Lei da Ficha Limpa ao deixar o MPF enquanto respondia a procedimentos disciplinares, e declarou nulos os votos que a chapa recebesse.

Na manhã de 4 de outubro, o presidente do TSE, Nunes Marques, suspendeu a decisão. Para ele, o poder de decidir sozinho é excepcional, a colegialidade é a forma ordinária de atuação do tribunal e uma mudança no registro na véspera do pleito ameaçava a ordem eleitoral e a totalização dos votos. O registro voltou à condição de "deferido com recurso", e os votos de Dallagnol foram contados. A defesa sustenta que o arquivamento dos procedimentos disciplinares pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) é fato novo que afasta a aplicação da Ficha Limpa.

Dallagnol foi eleito no mesmo dia, mas não há decisão definitiva sobre se poderá exercer o mandato: o mérito ainda será julgado pelo plenário do TSE.

Patrimônio declarado

Bens que Deltan Dallagnol declarou à Justiça Eleitoral ao registrar a candidatura, pelo valor de compra, como na declaração do Imposto de Renda, e não pelo valor de mercado.

Declarado em 2026
R$ 2,8 mi
10 bens, entregue em 18/09/2026
Desde 2022
+1,4%
inflação no período: +19,5%, abaixo dela
Entre os 9 presidenciáveis
1º maior
mediana: R$ 663 mil

A cada eleição

  • declarado
  • corrigido pelo IPCA até 2026
  1. 2022
    Deputado federal, PR (PODE), eleito
    R$ 2,7 mi
    R$ 3,2 mi
  2. 2026
    Senador, PR (NOVO), em disputa
    R$ 2,8 mi

Composição do patrimônio em 2026

  • Imóveis (57%)R$ 1,6 mi
  • Dinheiro e contas (40%)R$ 1,1 mi
  • Veículos, barcos e aeronaves (2%)R$ 58 mil
  • Outros bens e direitos (menos de 1%)R$ 8 mil
  • Empresas e ações (menos de 1%)R$ 7 mil

Maiores bens

  • Meação (50%) de apartamento residencial no juvevê, em curitiba/pr (conforme valor em dirpf)ImóveisR$ 1.466.809
  • Depósito bancário e meação (50%) de saldo de conta bancária previdência privada, aplicações financeiras, cotas de fundos imobiliários, ações e etfs vinculados a contas investimentos em instituição finDinheiro e contasR$ 1.108.207
  • Meação (50%) de conjunto comercial no juvevê, em curitiba/prImóveisR$ 84.089
  • Meação (50%) de veículo tiguan, ano 2018 (valor de aquisição)Veículos, barcos e aeronavesR$ 57.500
  • Meação (50%) de móveis residenciaisImóveisR$ 24.925
Todos os 10 bens declarados
  • Meação (50%) de apartamento residencial no juvevê, em curitiba/pr (conforme valor em dirpf) (Imóveis)R$ 1.466.809
  • Depósito bancário e meação (50%) de saldo de conta bancária previdência privada, aplicações financeiras, cotas de fundos imobiliários, ações e etfs vinculados a contas investimentos em instituição fin (Dinheiro e contas)R$ 1.108.207
  • Meação (50%) de conjunto comercial no juvevê, em curitiba/pr (Imóveis)R$ 84.089
  • Meação (50%) de veículo tiguan, ano 2018 (valor de aquisição) (Veículos, barcos e aeronaves)R$ 57.500
  • Meação (50%) de móveis residenciais (Imóveis)R$ 24.925
  • Meação (50%) de título de clube (valor aproximado atual) (Outros bens e direitos)R$ 7.500
  • Meação (50%) das cotas da esposa em empresa ltda (Empresas e ações)R$ 2.500
  • Meação (50%) das cotas de empresa vox ltda (Empresas e ações)R$ 2.000
  • Quotas ou quinhões de capital (Empresas e ações)R$ 2.000
  • Dinheiro em espécie - moeda nacional (Dinheiro e contas)R$ 1.375

Fonte: Bens de candidato, TSE: a declaração entregue no registro de cada candidatura, eleições gerais de 2014 a 2026. Correção pelo IPCA (IBGE), do mês seguinte ao registro até agosto de 2026.

Promessas de campanha

Senador eleito em 2026. 21 promessas (6 com meta ou prazo, 13 ações, 2 diretrizes). O acompanhamento começa com a posse, em 1º de fevereiro de 2027.

Com meta ou prazo

  1. Limitar o indulto geral a 20% da pena restante (PEC 7/2023)

    Reapresentar e avançar no Senado a PEC 7/2023, que proíbe indulto geral acima de 20% da pena que falta cumprir, com exceção humanitária.

    Meta: 20% da pena restante
    “Como senador, reapresentarei e avançarei essa proposta, garantindo que Judiciário e Legislativo não sejam atropelados por decretos que avançam uma visão ideológica de esquerda que coloca bandidos na rua.” fonte
  2. Condenação de ministro do STF por maioria absoluta do Senado

    Apresentar proposta para condenar ministro do STF no impeachment por maioria absoluta do Senado, não mais por dois terços.

    Meta: 41 dos 81 senadores
    “Prazo obrigatório para o Senado decidir e condenação por maioria absoluta (metade mais um, 41 dos 81 senadores), a mesma regra que já vale para a demissão do chefe do Ministério Público.” fonte
  3. Maioridade penal aos 16 anos para crimes graves

    Aprovar a maioridade penal aos 16 anos para crimes hediondos, homicídio doloso e lesão seguida de morte, com cumprimento separado dos adultos (PEC 115/2015).

    Meta: 16 anos
    “Maioridade penal aos 16 anos para crimes hediondos, homicídio doloso (com intenção de matar ou assumindo o risco de matar) e lesão seguida de morte, com cumprimento em estabelecimentos separados dos adultos, como já propõe a PEC 115/2015 (proposta de mudança na Constituição).” fonte
  4. Penas de 4 a 25 anos para a grande corrupção

    Fixar para a corrupção penas de 4 a 25 anos conforme o valor desviado, com referência na pena do homicídio.

    Meta: 4 a 25 anos
    “Penas de 4 a 25 anos conforme o valor desviado, com referência na pena do homicídio. Corrupção acima de 100 salários mínimos vira crime hediondo.” fonte
  5. Corrupção acima de 100 salários mínimos vira crime hediondo

    Tornar crime hediondo a corrupção acima de 100 salários mínimos.

    Meta: 100 salários mínimos
    “Penas de 4 a 25 anos conforme o valor desviado, com referência na pena do homicídio. Corrupção acima de 100 salários mínimos vira crime hediondo.” fonte
  6. Crime de enriquecimento ilícito do agente público

    Criar o crime de patrimônio injustificado do agente público, com pena de 3 a 8 anos.

    Meta: pena de 3 a 8 anos
    “Patrimônio que o agente público não consegue justificar vira crime por si só, com pena de 3 a 8 anos.” fonte

Ver as 21 promessas, por eixo

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