Novo oficializa candidatura de Romeu Zema à Presidência da República
O Partido Novo confirmou a candidatura de Romeu Zema ao Planalto em convenção nacional, mas a definição do nome para a vice-presidência permanece em aberto.
Pontos principais
- A convenção nacional do Partido Novo oficializou a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República nesta segunda-feira (27), em Brasília.
- O ex-governador de Minas Gerais renunciou ao cargo estadual em março de 2026 para viabilizar sua campanha ao pleito nacional.
- A chapa ainda não possui um vice definido, com prazo legal para a escolha estabelecido até o dia 5 de agosto.
- Zema manifestou interesse em ter o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa, como possível nome para compor a vice-presidência.
- O candidato defendeu um programa focado em privatizações, reformas estruturais e austeridade fiscal.
- Em seu discurso, Zema criticou a atuação do STF, o governo Lula e o sistema de emendas parlamentares.
- O presidenciável propôs a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e a criação de presídios na Amazônia.
- Pesquisas recentes do Datafolha indicam Zema com 3% das intenções de voto, buscando se consolidar como alternativa à direita.
- A estratégia da campanha visa atrair o eleitorado do agronegócio e lideranças evangélicas para se diferenciar do bolsonarismo.
O Partido Novo oficializou, nesta segunda-feira (27), a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República durante convenção nacional realizada em Brasília. O ex-governador de Minas Gerais, que renunciou ao cargo estadual em março de 2026 para se dedicar à disputa, busca se posicionar como uma alternativa de direita e gestor antissistema. Apesar da confirmação do nome de Zema, o partido ainda não definiu quem ocupará a vaga de vice-presidente, mantendo negociações em curso com o objetivo de fechar a chapa até o prazo limite de 5 de agosto. Entre os nomes ventilados pelo próprio candidato, destaca-se o do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.
Durante o evento, Zema apresentou as diretrizes de sua plataforma, que incluem um amplo programa de privatizações, reformas estruturais e uma postura rigorosa na segurança pública, como a proposta de construção de presídios na região amazônica para líderes de facções criminosas. O candidato também utilizou o palanque para tecer críticas contundentes ao governo do presidente Lula, ao PT e à atual composição do STF, mencionando o caso envolvendo o Banco Master como um dos eixos de sua argumentação contra o Judiciário. O discurso reforçou o distanciamento de Zema em relação ao bolsonarismo, tentando atrair setores como o agronegócio e o eleitorado conservador que busca uma alternativa política.
Atualmente, o cenário eleitoral apresenta desafios para a candidatura do Novo. Com 3% das intenções de voto segundo levantamentos recentes do Datafolha, Zema enfrenta a necessidade de ampliar sua base de apoio e visibilidade nacional. A ausência de alianças formais com outros partidos e a indefinição do vice refletem a tentativa da legenda de manter uma identidade própria, focada em propostas de austeridade e gestão pública, enquanto tenta se consolidar como uma via viável diante da polarização entre o atual governo e outras forças de oposição.
Comentários
Carregando comentários...
