Polícia Federal investiga ataques a símbolos religiosos no Brasil
O ministro Flávio Dino ordenou investigação após uma série de ataques a templos e imagens religiosas em diversas cidades brasileiras.
Pontos principais
- Ataques incendiários atingiram estabelecimentos religiosos em Fortaleza na madrugada de 9 de setembro.
- Episódios de destruição de imagens foram registrados também em Londrina e Salvador.
- O Disque 100 contabilizou 1.252 denúncias de intolerância religiosa no primeiro semestre de 2026.
- A intolerância religiosa é crime inafiançável e imprescritível no Brasil, com penas de até cinco anos de reclusão.
Uma série de ataques a símbolos e templos religiosos em cidades como Fortaleza, Londrina e Salvador levou o ministro Flávio Dino a determinar que a Polícia Federal investigue a disseminação desses atos pelo país. A medida ocorre em um momento de tensão, agravado por polêmicas recentes na campanha eleitoral e pelo aumento das denúncias registradas no Disque 100, que somaram 1.252 casos apenas no primeiro semestre de 2026.
Embora os episódios recentes tenham focado em imagens católicas, o histórico de intolerância no Brasil afeta desproporcionalmente praticantes de religiões de matriz africana, como candomblé e umbanda. O ordenamento jurídico brasileiro classifica a intolerância religiosa como crime inafiançável e imprescritível, prevendo penas de um a cinco anos de reclusão para os responsáveis por atos de vandalismo ou discriminação contra crenças.
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