Eleitores de religiões de matriz africana relatam invisibilidade política
Adeptos de religiões afro-brasileiras apontam falta de representatividade nas campanhas de 2026 e o impacto da intolerância religiosa no país.
Pontos principais
- O número de seguidores de religiões de matriz africana triplicou entre 2010 e 2022, atingindo 1,8 milhão de pessoas.
- Religiosos e especialistas afirmam que a marginalização histórica dificulta a mobilização política desse segmento.
- O Disque 100 contabilizou 2.774 denúncias de intolerância religiosa entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.
- O combate à intolerância religiosa é apontado como uma pauta essencial para a preservação da democracia.
Apesar do crescimento expressivo no número de fiéis, que triplicou entre 2010 e 2022, eleitores de religiões de matriz africana relatam sentir-se invisíveis nas campanhas eleitorais de 2026. Representantes do segmento e especialistas apontam que a marginalização histórica e o preconceito estrutural dificultam a ocupação de espaços políticos e a representação efetiva de suas demandas na esfera pública.
A intolerância religiosa permanece como um obstáculo crítico, com o Disque 100 registrando 2.774 denúncias entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Diante desse cenário, lideranças defendem que o enfrentamento ao preconceito, amparado pelo Artigo 208 do Código Penal, é uma agenda fundamental para o fortalecimento da democracia e a garantia de direitos civis básicos para todos os cidadãos brasileiros.
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