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Violência política de gênero cresce contra candidatas nas redes

Levantamento do Projeto MonitorA aponta que candidatas ao Senado são os principais alvos de ataques misóginos e ofensas pessoais em plataformas digitais.

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Foto: Jornal da USP
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01/10 às 15:32

Pontos principais

  • Candidatas ao Senado concentraram 60% das ofensas registradas entre 16 e 24 de agosto.
  • Agressões frequentemente extrapolam a atuação política para atacar aparência, sexualidade e familiares.
  • Pesquisadores indicam que algoritmos podem impulsionar conteúdos de ódio ao priorizar interações conflituosas.
  • A violência política de gênero é agravada por fatores como raça e identidade de gênero das candidatas.

Um levantamento realizado pelo Projeto MonitorA revelou um aumento significativo na violência política de gênero contra candidatas durante o período eleitoral. Entre os dias 16 e 24 de agosto, as candidatas ao Senado foram o principal foco de ataques, concentrando 60% das ofensas coletadas. As agressões, muitas vezes impulsionadas por campanhas organizadas ou robôs, atacam a vida pessoal, a aparência e a sexualidade das mulheres, transcendendo o debate sobre propostas políticas.

Especialistas alertam que a estrutura das redes sociais pode agravar esse cenário, já que algoritmos tendem a priorizar conteúdos que geram conflito, retroalimentando mensagens de ódio. Além do machismo estrutural, a violência é intensificada por interseccionalidades, atingindo de forma desproporcional mulheres negras e pessoas com identidades de gênero diversas. O fenômeno levanta preocupações sobre a integridade do processo democrático e a segurança de mulheres no exercício da vida pública.

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