Candidatos ao Senado por SP ignoram regulação de redes contra violência
Nove postulantes ao Senado por São Paulo não incluíram a regulação de plataformas digitais em suas propostas de combate à violência contra a mulher.
Pontos principais
- Nove candidatos ao Senado por São Paulo foram ouvidos sobre estratégias de enfrentamento à violência de gênero.
- Nenhum dos entrevistados propôs a regulação de redes sociais para conter discursos de ódio e misoginia.
- Especialistas alertam que conteúdos da 'machosfera' alimentam a radicalização e a violência contra mulheres.
- A pesquisadora Bruna Camilo defende que a regulação de plataformas é essencial para a prevenção de crimes.
Nove dos principais candidatos ao Senado por São Paulo omitiram a regulação das redes sociais de seus planos de combate à violência contra a mulher. Embora especialistas apontem que o ambiente digital, especialmente grupos da chamada 'machosfera', desempenha um papel central na disseminação de discursos de ódio e ideologias masculinistas, o tema não foi incorporado às propostas eleitorais dos entrevistados. A ausência de medidas voltadas ao controle de conteúdos misóginos preocupa pesquisadores, que associam a radicalização online a casos reais de violência de gênero, como o recente assassinato de uma mulher por seu companheiro, um tenente-coronel. Para especialistas como Bruna Camilo, a regulação de plataformas e o letramento digital sobre consentimento são pilares fundamentais para a prevenção, tornando a omissão dos candidatos um ponto crítico no debate sobre segurança pública e direitos das mulheres.
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