Polícia Federal indicia fundador da Reag por lavagem de dinheiro
João Carlos Mansur e outras 12 pessoas foram indiciadas por esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Pontos principais
- João Carlos Mansur é acusado de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
- O esquema envolvia sonegação em postos de combustíveis ligados ao PCC.
- Recursos ilícitos eram movimentados via contas bolsão e fundos de investimento.
- Mansur busca homologação de delação premiada junto ao STF.
- Investigações também apontam suspeitas de crimes financeiros envolvendo o Banco Master.
A Polícia Federal indiciou João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag, e outras 12 pessoas sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. A investigação aponta que o grupo utilizava fundos de investimento e contas bolsão para introduzir no sistema financeiro recursos provenientes da sonegação fiscal em postos de combustíveis, que teriam vínculos com o PCC. Além das fraudes no setor de combustíveis, Mansur é investigado por operar crimes financeiros supostamente ligados a Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Atualmente, o processo encontra-se em uma fase decisiva, com Mansur tendo firmado um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. O documento aguarda a homologação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, para que os termos da colaboração entrem em vigor. O indiciamento marca um desdobramento significativo nas apurações sobre o uso de estruturas do mercado financeiro para a ocultação de ativos ilícitos.
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