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Mudança contábil do Banco Central eleva inadimplência de MPMEs

Estudo aponta que novas regras de provisionamento e juros altos concentram quase 90% dos empréstimos em atraso em micro e pequenas empresas.

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Foto: InfoMoney
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19/08 às 05:15

Pontos principais

  • MPMEs representam 88,9% da inadimplência no Brasil, somando R$ 75,6 bilhões em atrasos.
  • A Resolução CMN nº 4.966, que exige provisionamento por perda esperada, causou 70% do aumento recente nos registros de calotes.
  • A taxa de inadimplência das MPMEs atingiu 5,71% em junho de 2026, enquanto grandes empresas mantêm índice de 0,66%.
  • Bancos elevaram o spread bancário como resposta ao risco de crédito, encarecendo o acesso a capital para pequenos negócios.

Um estudo da Safegold revelou que as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) enfrentam um cenário crítico de crédito no Brasil, sendo responsáveis por quase 90% dos empréstimos em atraso. O levantamento indica que a Resolução CMN nº 4.966, que impõe o provisionamento por perda esperada, é o principal fator contábil por trás do aumento da inadimplência. Esse cenário é agravado pela taxa Selic em 14% ao ano e pelos impactos operacionais da reforma tributária, que pressionam o capital de giro das companhias. Como resposta ao risco elevado, as instituições financeiras aumentaram o spread bancário, dificultando ainda mais o acesso ao crédito para o setor. A situação tem impulsionado o mercado secundário de dívidas estressadas, que deve movimentar R$ 52,3 bilhões em 2026, refletindo a dificuldade de recuperação financeira dessas empresas diante das atuais condições macroeconômicas e regulatórias.

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