Operação Crédito Oculto investiga lavagem na compra da Terrana
Polícia Federal cumpre mandados contra executivos e empresas suspeitos de ocultar controladores da distribuidora de combustíveis Terrana.
Pontos principais
- A Operação Crédito Oculto cumpriu mandados em 32 endereços em seis estados e no Distrito Federal.
- Investigação apura uso de fundos de investimento e empresas para ocultar os reais donos da distribuidora Terrana.
- Sócio do Banco Genial e empresários estão entre os 40 alvos da ação policial.
- Esquema teria utilizado a usina Itajobi para movimentar recursos que financiaram a aquisição da distribuidora.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Crédito Oculto para investigar um esquema de lavagem de dinheiro relacionado à aquisição da distribuidora de combustíveis Terrana, anteriormente conhecida como Tobrás. A ação cumpriu mandados em 32 endereços distribuídos por seis estados e no Distrito Federal, focando em 40 alvos, incluindo o sócio do Banco Genial, Humberto Tupinambá, e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior.
Segundo as autoridades, o esquema utilizava fundos de investimento e uma rede de empresas, como a usina sucroalcooleira Itajobi, para ocultar a identidade dos verdadeiros controladores da distribuidora. O Banco Genial declarou que renunciou à administração do fundo Radford após o início das investigações. A apuração busca esclarecer como recursos foram movimentados via instrumentos financeiros para viabilizar a compra da empresa, mantendo o caso sob análise das autoridades competentes.
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